Os preços da carne de frango registram alta desde o início de junho, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado nesta sexta-feira (19). O movimento foi observado em todas as praças acompanhadas pelo centro de pesquisa e ocorre mesmo no início da segunda quinzena, período em que a demanda normalmente perde força.
De acordo com o Cepea, o cenário reflete a retomada gradual da demanda e a oferta interna ajustada. No Estado de São Paulo, os dados referentes ao dia 18 de junho mostram o frango congelado cotado a R$ 7,29/kg e o frango resfriado a R$ 7,31/kg, ambos com estabilidade no comparativo diário.

Cotações em São Paulo
Nas referências do Cepea/Esalq para o Estado de São Paulo, o frango congelado acumulava alta mensal de 3,70% em 18 de junho. No caso do frango resfriado, a valorização no mês era de 3,69% na mesma data.
A série também mostra que as cotações oscilaram pouco nos últimos dias acompanhados. O frango congelado passou de R$ 7,28/kg em 12 de junho para R$ 7,29/kg em 18 de junho. Já o frango resfriado saiu de R$ 7,30/kg para R$ 7,31/kg no mesmo intervalo.

Produção recorde
Além do avanço nas cotações, a produção brasileira de carne de frango atingiu recorde para um primeiro trimestre em 2026, considerando a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1997.
Entre janeiro e março deste ano, a avicultura de corte nacional produziu 3,734 milhões de toneladas de carne de frango. O volume representa alta de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando a produção foi de 3,492 milhões de toneladas, o avanço foi de 6,9%. O resultado reforça o ritmo de expansão da avicultura de corte brasileira, mesmo em um cenário de atenção ao comportamento da demanda e ao equilíbrio da oferta interna.
Para o mercado, a combinação entre preços em alta e produção recorde evidencia um momento de ajuste entre disponibilidade, consumo e desempenho produtivo. O acompanhamento das cotações nas próximas semanas deve indicar se a demanda seguirá sustentando os valores no mercado interno.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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