O setor de foodservice é, para especialistas, um verdadeiro campo de oportunidades para a suinocultura. Com demanda crescente por produtos de qualidade, previsibilidade e rastreabilidade, grandes redes e restaurantes têm se tornado parceiros estratégicos de produtores que conseguem alinhar produção, sustentabilidade e atendimento aos padrões internacionais.
De acordo com Romeu Bellon, especialista em compras e supply chain, compreender as tendências do setor e as expectativas do consumidor é essencial para que a suinocultura se adapte e aproveite oportunidades estratégicas. “Foodservice no Brasil movimentou R$ 166 bilhões em 2023, com crescimento mesmo em um cenário pós-pandemia. É um mercado que representa entre 2,3% e 2,7% do PIB nacional, com cerca de 6 milhões de empregos diretos. E estamos falando de oportunidades reais para a cadeia suína”, explica Romeu.
“A geração Z, por exemplo, busca conveniência, personalização e rapidez. Mas também valoriza aspectos nutricionais e sustentabilidade” Romeu Bellon – especialista em comprar e supply chain.
Ele destaca que a pandemia acelerou a digitalização, reforçando a importância de operações multicanais e a integração entre lojas físicas e plataformas digitais. “O delivery cresceu significativamente, mas trouxe desafios de margem. Para atender às demandas, foi necessário reinventar processos, reduzir custos e manter a qualidade do produto”, afirma.
O especialista ressalta a relevância da experiência do consumidor, que vai além do sabor. “A geração Z, por exemplo, busca conveniência, personalização e rapidez. Mas também valoriza aspectos nutricionais e sustentabilidade, como mostram pesquisas do Instituto de Nutricionismo de Brasília: 78% se preocupam com a saúde e 65% com a sustentabilidade hídrica”.

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