Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Fechamento do Estreito de Ormuz ameaça exportações de carne halal, soja e açúcar do Brasil

Interrupção de rota estratégica no Golfo Pérsico amplia custos logísticos e pressiona contratos internacionais do agronegócio

Estreito de Ormuz exportações carne halal Brasil

O fechamento do Estreito de Ormuz, anunciado em 28 de fevereiro em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, elevou o nível de alerta no agronegócio brasileiro. A rota é estratégica para o escoamento de carne halal, soja e açúcar destinados ao Oriente Médio e ao Norte da África, regiões que concentram parte relevante das exportações nacionais.

O Brasil lidera a produção global de carne halal e depende do fluxo marítimo da região para embarcar mais de 28 mil toneladas mensais do produto. Embora não haja, até o momento, suspensão formal de contratos, o redirecionamento de cargas para rotas alternativas pode elevar custos e alongar prazos logísticos.

Especialistas em comércio internacional avaliam que cláusulas de força maior não suspendem automaticamente acordos comerciais, desde que existam alternativas operacionais. No entanto, rotas como o Mediterrâneo tendem a ser mais longas e onerosas, aumentando o impacto sobre exportadores.

Estreito de Ormuz exportações carne halal Brasil
Mapa destaca o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global e ponto sensível para as exportações brasileiras ao Oriente Médio. Crédito: Reprodução

Além das carnes, a preocupação se estende às commodities agrícolas. O Irã foi destino de quase US$ 3 bilhões em exportações brasileiras em 2025, com destaque para milho, soja e açúcar. O milho liderou a pauta, seguido pela soja e pelo açúcar. Considerando ainda Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito, o volume comercial com países da região alcança aproximadamente US$ 21 bilhões.

As exportações de carne bovina para países árabes encerraram 2025 com alta de 1,91% frente ao ano anterior, somando US$ 1,79 bilhão, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. O resultado consolidou o segundo recorde consecutivo de receitas com o bloco.

Apesar da relevância do mercado iraniano e dos países do Golfo, analistas destacam que o Brasil mantém diversificação comercial. A China segue como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, seguida pela União Europeia. Ainda assim, qualquer instabilidade na região tende a pressionar custos de frete, seguros marítimos e previsibilidade contratual.

O cenário permanece sob monitoramento do setor exportador, que avalia alternativas logísticas e acompanha o desdobramento das tensões geopolíticas. O impacto efetivo dependerá da duração do bloqueio e da estabilidade das demais rotas comerciais.

Fonte: Dados de mercado e especialistas em comércio internacional, adaptado pela equipe Feed&Food

LEIA TAMBÉM

Safeeds inaugura CEPEX e investe R$ 20 milhões em centro de pesquisa de padrão internacional

Classificação, rastreabilidade e embalagens inteligentes redefinem a produção de ovos no Brasil

Rastreabilidade, integridade e inclusão: o novo passaporte da pecuária no acordo Mercosul-UE

Você está em
Texto 100%