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Fazendas em MS investem em genética e confinamento para elevar valor do gado

Objetivo é aumentar a rentabilidade e atender a mercados mais exigentes.

genética bovina MS

Em meio às transformações da pecuária brasileira, produtores do Mato Grosso do Sul têm apostado em tecnologia e melhoramento genético para aumentar a rentabilidade e atender a mercados mais exigentes. Um dos exemplos é a expansão do Grupo Learn, liderado pelo empresário Rafael Rocha, que vem direcionando investimentos para a produção de animais com maior valor agregado.

A operação está distribuída em três fazendas próprias em Porto Murtinho e uma área arrendada em Campo Grande, somando cerca de 3 mil cabeças de gado e faturamento anual de R$ 14,4 milhões. O foco do negócio, no entanto, vai além do volume: a estratégia busca ganhos em eficiência produtiva e melhor posicionamento na cadeia da carne.

Nos últimos anos, o grupo intensificou o uso de inseminação artificial e do cruzamento entre as raças Nelore e Angus. Enquanto o Nelore é conhecido pela rusticidade e adaptação ao clima tropical, o Angus se destaca pela qualidade da carne. A combinação resulta em animais com características valorizadas pelo mercado premium, como maior marmoreio, ganho de peso mais rápido e melhor desempenho econômico.

Segundo o empresário, a mudança reflete uma tendência mais ampla do setor. “O futuro da pecuária está na qualidade, não apenas no volume. Com investimento em genética, conseguimos um animal mais valorizado e com melhor retorno por cabeça”, afirma.

genética bovina MS
Especialistas apontam que a combinação entre genética, tecnologia e gestão tende a se consolidar como padrão no setor. Crédito: Reprodução

Avanço para sistemas mais intensivos

Além do melhoramento genético, o Grupo Learn também prepara uma nova etapa de expansão com a adoção do sistema de confinamento. A medida deve reduzir o ciclo produtivo, aumentar o giro do rebanho e trazer maior previsibilidade aos resultados fatores considerados estratégicos diante da pressão de custos e margens mais estreitas.

A transição acompanha um movimento crescente na pecuária nacional, que vem migrando de modelos extensivos baseados em escala para sistemas mais intensivos, com foco em produtividade por hectare e qualidade do produto final.

“Estamos estruturando a operação para um modelo mais eficiente e com maior controle produtivo. Isso permite entregar um padrão de qualidade mais consistente”, destaca Rocha.

Mudança no perfil da produção

Especialistas apontam que a combinação entre genética, tecnologia e gestão tende a se consolidar como padrão no setor. Em um mercado cada vez mais exigente, a capacidade de produzir carne de qualidade superior em escala pode representar um diferencial competitivo relevante para o produtor.

Nesse contexto, iniciativas como a do Grupo Learn refletem uma nova fase da pecuária brasileira, em que eficiência e valor agregado deixam de ser tendência e passam a ser requisitos essenciais para a competitividade no campo.

Fonte: Grupo Learn, adaptado pela equipe da Feed&Food

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