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Exportações impulsionam valorização anual do suíno, apesar de leve queda nos preços em abril

Reprodução

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Apesar da leve retração nos preços do suíno vivo e da carne suína em abril frente a março, o mercado segue aquecido quando comparado ao mesmo período de 2024, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A queda no curto prazo foi atribuída à menor demanda da indústria, embora os negócios tenham mantido fluxo normal ao longo do mês.

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo foi negociado, em média, a R$ 8,43/kg, queda de 1,3% em relação a março. No entanto, o valor representa uma alta real de 19,2% frente a abril de 2024, deflacionada pelo IGP-DI. A maior queda mensal entre as regiões acompanhadas foi registrada em Arapoti (PR), com recuo de 4,1%. Já em Avaré (SP), houve valorização de 1% no mês e de 20,9% em um ano.

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo foi negociado, em média, a R$ 8,43/kg, queda de 1,3% em relação a março.

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína registrou média de R$ 12,44/kg em abril, recuo de 1,2% frente ao mês anterior. Ainda assim, o preço é 24% superior ao registrado em abril do ano passado, já considerando o IPCA.

As exportações seguem como um dos principais pilares do bom desempenho da suinocultura brasileira. Em abril, o país embarcou 127,8 mil toneladas de carne suína in natura e processada – recorde para o mês e o terceiro maior volume da série histórica da Secex iniciada em 1997. O faturamento também foi expressivo: R$ 1,73 bilhão, aumento de 40% em relação a abril de 2024.

As Filipinas lideraram entre os destinos, com 29,8 mil toneladas, seguidas pela China (15 mil t). Na América Latina, destacaram-se os embarques para Argentina (5,8 mil t) e México (7,3 mil t), com crescimentos mensais de 30,3% e 59,6%, respectivamente.

Além do bom desempenho nas exportações, a carne suína também tem ganhado competitividade frente a suas principais concorrentes no mercado interno. Em abril, enquanto a carcaça especial suína recuou 1,2% no atacado paulista, os preços da carcaça casada bovina e do frango inteiro avançaram 4,4% e 3,8%, respectivamente. A diferença de preço entre a carne suína e a bovina aumentou 12,1% no mês, reforçando a atratividade da proteína suína.

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