Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Exportações do agronegócio recuam levemente em março, apesar de avanço em volumes estratégicos

O complexo soja segue como principal destaque da pauta exportadora.

exportações brasileiras do agronegócio

As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 15,4 bilhões em março de 2026, registrando uma leve queda de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e refletem um cenário misto, com aumento de volumes embarcados em alguns segmentos e pressão de preços em outros, segundo o Itaú BBA.

O complexo soja segue como principal destaque da pauta exportadora. Impulsionados pelo avanço da colheita, os embarques do grão alcançaram 14,5 milhões de toneladas, gerando receita de US$ 5,9 bilhões. Apesar do bom desempenho, o volume ficou 1% abaixo do registrado em março de 2025. Por outro lado, o preço médio subiu 5,3% na comparação anual, atingindo US$ 408 por tonelada.

No caso do farelo de soja, houve crescimento de 4% no volume exportado, totalizando 1,9 milhão de toneladas, com leve alta de 0,8% no preço médio, cotado a US$ 347 por tonelada. Já o óleo de soja apresentou retração de 7,8% nos embarques, somando 180 mil toneladas, embora os preços tenham avançado pelo terceiro mês consecutivo, com alta anual de 13%, chegando a US$ 1.165 por tonelada.

exportações brasileiras do agronegócio
O frete de contêineres refrigerados para o Oriente Médio mais que dobrou, chegando a até US$ 7.000, reflexo de restrições em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz e de interrupções no fluxo de cargas. Crédito: Reprodução

Entre os derivados da cana-de-açúcar, as exportações de etanol caíram expressivamente, com recuo de 68% frente a março do ano passado, totalizando 74 mil toneladas. Ainda assim, o preço médio subiu 7%, alcançando US$ 595 por metro cúbico. O açúcar VHP registrou alta de 2% nos embarques, com 1,6 milhão de toneladas, mas sofreu queda de 24% no preço médio. Já o açúcar refinado teve retração tanto em volume (-19%) quanto em preço (-18%).

O algodão em pluma foi um dos destaques positivos em volume, com crescimento de 45% nas exportações, que atingiram 348 mil toneladas. Apesar disso, os preços seguiram em queda pelo sexto mês consecutivo, com recuo de 9,4% na comparação anual.

No setor de proteínas animais, a carne bovina registrou aumento de 8,7% nos embarques, totalizando 234 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 44% do total exportado. O preço médio da carne bovina subiu pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 5.815 por tonelada, com alta de 19% em relação a março de 2025.

O cenário geopolítico, no entanto, tem impactado os custos logísticos, especialmente no transporte marítimo. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o frete de contêineres refrigerados para o Oriente Médio mais que dobrou, chegando a até US$ 7.000, reflexo de restrições em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz e de interrupções no fluxo de cargas.

As exportações de carne de frango também apresentaram crescimento, somando 431 mil toneladas em março, alta de 6% na comparação anual. O preço médio ficou em US$ 1.888 por tonelada, com leve queda frente a fevereiro, mas estabilidade em relação ao mesmo mês de 2025.

Apesar das dificuldades operacionais causadas pelas tensões no Golfo Pérsico, os embarques para o Oriente Médio recuaram 19% em relação a fevereiro, mas ainda superaram 100 mil toneladas no mês. A desaceleração na região foi compensada pelo aumento das compras em outros mercados, com destaque para a Ásia. A China retomou o ritmo de importações após os impactos da influenza aviária em 2025, enquanto Japão, União Europeia e África do Sul ampliaram significativamente suas aquisições.

O desempenho de março evidencia a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um ambiente internacional desafiador, marcado por oscilações de preços e entraves logísticos, mas sustentado pela forte demanda global.

Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe da Feed&Food

LEIA TAMBÉM:

Consumo de carne nos EUA segue forte até 2026

Nova regra para transporte de peixes gera reação no setor

Avicultura dos EUA ganha eficiência, mas margens caem

Você está em
Texto 100%