Em julho de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,34 bilhões, recorde para o mês e alta de 5,4% frente a julho de 2025. O resultado foi divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), em relatório elaborado a partir de dados do MDIC/ComexStat.
As importações do setor recuaram 2,8%, para US$ 1,75 bilhão. Com isso, o agro gerou superávit de US$ 14,59 bilhões, 6,5% maior na comparação anual. No mesmo período, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 7,07 bilhões, pois os demais setores apresentaram déficit conjunto de US$ 7,52 bilhões.
Soja e frango avançam
A soja em grãos liderou a pauta, com US$ 5,87 bilhões e crescimento de 17,4%. A China respondeu por 70% desse valor. A carne de frango in natura atingiu recorde de US$ 876,17 milhões, avanço de 33,9%, apoiado por aumentos de 24,9% no volume e de 7,2% no preço médio.
Também cresceram as vendas de celulose (30,8%), farelo de soja (28,6%), óleo de soja bruto (184,3%) e algodão (27,2%). Em sentido contrário, recuaram carne bovina in natura (-5,8%), açúcar bruto (-32,6%), café verde (-21,8%) e suco de laranja (-40,1%).

Resultado acumulado
De janeiro a julho, o setor exportou US$ 103,39 bilhões, 6% acima de igual período de 2025, enquanto as importações caíram 1,4%, para US$ 11,71 bilhões. O saldo chegou a US$ 91,68 bilhões.
Segundo o Mapa, o agro representou 47,3% das exportações brasileiras no acumulado, abaixo dos 49,3% registrados um ano antes, porque as vendas dos demais setores cresceram em ritmo mais acelerado.
São Paulo perde receita
Em São Paulo, as exportações do agronegócio somaram US$ 2,23 bilhões em julho, queda de 18,8%. As importações subiram 3,5%, para US$ 512,7 milhões, e o superávit setorial recuou 23,8%, para US$ 1,7 bilhão.
Açúcar, suco de laranja e café verde pressionaram o resultado, embora soja, óleo de soja, algodão e café solúvel tenham avançado. O relatório também aponta as novas sobretaxas dos Estados Unidos como fator de atenção para os próximos meses.



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