Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 515 milhões na primeira semana de setembro de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC). Embora as exportações do agronegócio tenham recuado em grãos como soja, milho e café, a proteína animal mostrou força e ajudou a sustentar o desempenho do setor.
Os dados da indústria de transformação apontam que a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançou média diária de US$ 87,04 milhões, crescimento de 60,9% em relação a setembro de 2024. Já a carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, avançaram 7,9%, somando média de US$ 44,52 milhões por dia.

Com esses resultados, a proteína animal reforça seu papel como um dos pilares das exportações brasileiras em 2025, compensando parcialmente as quedas expressivas em commodities agrícolas. A soja, por exemplo, registrou retração de 31,8% na média diária das exportações, enquanto o milho recuou 13% e o café, 28,4%.
No acumulado do ano, as exportações brasileiras somam US$ 233,9 bilhões, com superávit de US$ 43,3 bilhões. O avanço da carne bovina e a estabilidade da carne de aves confirmam o Brasil como fornecedor estratégico de proteína animal para o mundo, mesmo em um cenário de oscilações nos mercados de grãos.
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