As exportações de ovos do Espírito Santo registraram avanço expressivo ao longo de 2025, impulsionadas pela demanda internacional e pela competitividade da avicultura estadual. Dados divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária, Aquicultura e Pesca (Seag) indicam crescimento relevante tanto em volume quanto em receita na comparação anual.
Entre janeiro e maio de 2025, o estado embarcou cerca de 1,6 mil toneladas de ovos, com geração aproximada de US$ 3,6 milhões em receita. O resultado representa aumento de 370% no volume exportado e de 682% no valor comercializado frente ao mesmo período de 2024.
Os produtos capixabas chegaram a 25 países, com os Estados Unidos concentrando aproximadamente 97% dos embarques, o equivalente a mais de 1,57 mil toneladas e cerca de US$ 3,5 milhões em negócios. Panamá e Ilhas Marshall também figuraram entre os destinos atendidos.

O desempenho está associado à capacidade dos produtores locais de atender exigências sanitárias e padrões técnicos rigorosos dos mercados internacionais. A conformidade com protocolos de qualidade tem ampliado a confiança dos compradores externos e fortalecido a presença do estado no comércio global.
Outro fator que contribuiu para o avanço das exportações foi o cenário sanitário internacional, marcado por episódios de influenza aviária (H5N1) em importantes regiões produtoras. A redução da oferta em outros países abriu espaço para fornecedores brasileiros ampliarem sua participação no mercado externo.
Com cerca de 7% da produção nacional de ovos, o Espírito Santo se destaca como polo estratégico da avicultura brasileira. Municípios como Santa Maria de Jetibá exercem papel central nesse desempenho, concentrando grande parte da produção e da estrutura exportadora.
O crescimento das vendas externas tende a gerar reflexos positivos para o agronegócio capixaba, ampliando oportunidades para produtores e estimulando investimentos na cadeia avícola. A consolidação do estado como fornecedor internacional reforça a importância da diversificação de mercados para sustentar a rentabilidade do setor.
Fonte: Seag, adaptado pela equipe Feed&Food
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