Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Conforme os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a balança comercial brasileira na primeira semana de junho de 2025 revelou um superávit de US$ 1,98 bilhão com as exportações totais do país, alcançando US$ 7,128 bilhões. Dentro desse cenário, o setor de proteína animal apresentou um panorama dinâmico, com a carne bovina se destacando como o principal motor de crescimento.
O grande destaque do período foi a performance da carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Este segmento registrou um notável crescimento de 60,41% na média diária de exportações em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo um volume expressivo de US$ 68.941,97 milhões. Esse desempenho robusto não apenas sublinha a competitividade do produto brasileiro no mercado global, mas também reflete uma demanda internacional aquecida por este tipo de proteína.

Além da carne bovina, outros produtos do setor de proteína animal também contribuíram positivamente para o balanço. Os despojos comestíveis de carnes, preparados ou preservados, por exemplo, apresentaram um aumento de 35,00%, com uma média diária de US$ 6,27 milhões. A carne suína fresca, refrigerada ou congelada, por sua vez, registrou um aumento de 17,98%, com uma média diária de US$ 13.059,31 milhões, consolidando a diversidade e a resiliência do setor.
Contudo, nem todos os segmentos da proteína animal seguiram a mesma trajetória de alta. As carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, tradicionalmente um dos pilares das exportações brasileiras, enfrentaram uma retração de -11,69% na média diária, com um total de US$ 32.166,67 milhões. Este declínio merece atenção, pois pode indicar desafios específicos ou mudanças nas dinâmicas de mercado para este produto.
Outro ponto de observação importante foi o desempenho dos farelos de soja e outros alimentos para animais. Este grupo registrou uma queda de -36,03%, com uma média diária de US$ 29.175,34 milhões. A diminuição nas exportações desses insumos pode ter implicações para a cadeia produtiva de rações e, consequentemente, para a produção de proteína animal no país, exigindo uma análise mais aprofundada das causas e possíveis impactos futuros.
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