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Estudo aponta ganho de desempenho com estratégias de bem-estar nutricional no confinamento

Pesquisa com mais de 2,7 mil animais indica avanço no ganho de carcaça e eficiência produtiva em sistemas intensivos

O uso de estratégias voltadas ao bem-estar nutricional tem apresentado resultados positivos na pecuária de corte em sistemas de confinamento. Um estudo conduzido em 2025 acompanhou 2.777 animais durante o período de engorda até o abate, avaliando os impactos de diferentes abordagens alimentares no desempenho produtivo.

A pesquisa comparou dois grupos: um com dieta convencional e outro com suplementação voltada à melhoria da digestibilidade dos concentrados. O objetivo foi analisar indicadores como ganho de peso e rendimento de carcaça, considerados fundamentais para a rentabilidade da atividade.

Os resultados indicaram diferença no ganho médio diário (GMD). Enquanto o grupo com dieta convencional registrou 1,585 kg por dia, o grupo com suplementação alcançou 1,661 kg diários, evidenciando avanço no desempenho produtivo.

No ganho médio de carcaça (GMC), também houve variação. O grupo com estratégia nutricional diferenciada atingiu 1,119 kg por dia, com rendimento de 67,2%, enquanto o modelo convencional apresentou 1,053 kg por dia e rendimento de 66,2%.

Estratégias nutricionais no confinamento impactam diretamente o ganho de peso e a eficiência produtiva dos animais. Crédito: Reprodução

Eficiência produtiva e saúde digestiva no foco das estratégias

Ao longo de 110 dias de confinamento, a diferença acumulada representou um acréscimo de 7,26 kg de carcaça por animal. Em sistemas de produção com margens apertadas, esse ganho pode impactar diretamente os resultados econômicos da operação.

O conceito de bem-estar nutricional está baseado na manutenção da saúde digestiva dos animais, permitindo maior aproveitamento de dietas concentradas sem provocar distúrbios metabólicos. A proposta busca equilibrar desempenho produtivo e condições fisiológicas adequadas.

Especialistas destacam que a nutrição representa mais de 70% do custo total em sistemas de confinamento, o que torna a eficiência alimentar um fator estratégico para a sustentabilidade econômica da atividade.

Nesse contexto, a adoção de tecnologias e estratégias nutricionais que aumentem a digestibilidade e reduzam riscos sanitários tem ganhado espaço na pecuária intensiva, especialmente diante da necessidade de produzir mais com menor custo.

Além dos ganhos produtivos, abordagens voltadas ao bem-estar animal também se conectam a exigências de mercado e a padrões mais rigorosos de qualidade e sustentabilidade na cadeia da proteína animal.

Fonte: MFG Agropecuária e ICC Nutrição Animal, adaptado pela equipe Feed&Food

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