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Especialistas monitoram evolução da influenza aviária e alertam para prevenção

Setor deve estar atento e manter a vigilância contínua, investimentos em pesquisa e políticas de contenção para evitar a disseminação do H5N1

A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, tem gerado preocupação crescente, com casos registrados em humanos e impacto significativo na produção agropecuária global. Apenas nos Estados Unidos, em 2024, foram 66 infecções humanas e um óbito, segundo o Center for Disease Control and Prevention (CDC). A variante 2.3.4.4b, em circulação desde 2021, ampliou sua capacidade de infectar diferentes espécies, incluindo aves, mamíferos e, ocasionalmente, humanos. “Os vírus da gripe aviária do tipo A normalmente não infectam pessoas, mas casos raros de infecção humana ocorreram, variando de assintomáticos a doenças graves, como pneumonia”, explica Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável.

Embora a infecção humana pelo H5N1 seja rara, cientistas observam mutações que podem favorecer sua disseminação entre pessoas. “Estudos recentes mostraram que uma única mutação na hemaglutinina foi suficiente para permitir que o vírus se ligasse mais eficazmente às vias aéreas humanas”, destaca Gazzoni. Casos isolados de transmissão sem contato direto com animais levantam preocupações sobre a possibilidade de uma pandemia. Até o momento, não há evidências de transmissão sustentada entre humanos, mas o monitoramento genético é essencial para rastrear a evolução do vírus.

Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (Foto: Divulgação)

A infecção ocorre principalmente por contato com aves doentes ou superfícies contaminadas, podendo causar sintomas leves a graves, como febre, tosse, falta de ar e pneumonia. O CDC recomenda evitar contato direto com aves selvagens, não consumir leite cru e buscar assistência médica caso surjam sintomas após exposição a animais infectados. “Seis subtipos principais do vírus da gripe aviária já infectaram pessoas e causaram doenças respiratórias agudas. Entre eles, os vírus H5N1 e H7N9 foram responsáveis pela maioria dos casos”, alerta Gazzoni.

Diante do potencial risco, especialistas enfatizam a importância de vigilância contínua, investimentos em pesquisa e políticas de contenção para evitar a disseminação do H5N1. “Cada mutação traz o vírus um passo mais perto do limite, mas prever se ele será capaz de se transmitir entre humanos de forma eficiente ainda é um evento imponderável”, ressalta o especialista. Embora o vírus ainda não tenha atingido um estágio de transmissão sustentada entre humanos, medidas de prevenção e rápida resposta são essenciais para minimizar impactos sanitários e econômicos.

Fonte: CCAS, adaptado pela equipe FeedFood.

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