A substituição de fontes fósseis por energia renovável já é uma marca estrutural da cadeia de proteína animal no Brasil. Granjas, cooperativas e frigoríficos adotam cada vez mais soluções como biodigestores, biogás, energia solar e sistemas híbridos para reduzir custos e emissões uma mudança que combina impacto ambiental positivo com ganhos operacionais.
Embrapa Suínos e Aves aponta que o potencial energético dos dejetos produzidos por granjas brasileiras é suficiente para abastecer pequenas cidades, caso toda a biomassa fosse captada e convertida em biogás. Não por acaso, alguns dos cases reconhecidos pelo Troféu Curuca envolvem justamente práticas de reaproveitamento energético. Empresas destacadas como Carbotex Química e Solistica citadas em edições anteriores têm mostrado que o uso mais inteligente de energia se converte em menor pegada ambiental, redução de perdas e maior estabilidade operacional.

Nas propriedades, a adoção de painéis solares se consolida como alternativa complementar, diminuindo a dependência da rede e oferecendo previsibilidade em regiões sujeitas à oscilação de fornecimento. A organização editorial da Feed&Food ressalta que muitos dos finalistas do prêmio têm integrado eficiência energética a programas mais amplos de sustentabilidade, incluindo bem-estar animal, qualidade de ambiência e automação.
Essa virada energética representa um passo decisivo para consolidar uma produção mais limpa. O setor avança com rapidez, e a tendência é que sistemas renováveis se tornem padrão nas próximas décadas tanto pela necessidade climática quanto pela competitividade que proporcionam.
Fonte: Embrapa Suínos e Aves e do SIAVS, adaptado pela equipe Feed&Food.
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