O Governo de São Paulo apresentou, em 22 de julho, um planejamento integrado para enfrentar os impactos da estiagem, dos incêndios florestais e das oscilações no abastecimento de água durante a influência do El Niño. A estratégia reúne ações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Defesa Civil, Arsesp e SP Águas.
O plano abrange 613 dos 645 municípios paulistas e concentra medidas entre junho e outubro, período de maior atenção para baixa umidade, escassez hídrica e focos de incêndio. Mais de 3 mil agentes locais foram capacitados, enquanto produtores de assentamentos receberam orientações para apoiar o controle do fogo em núcleos comunitários.
Tecnologia no combate ao fogo
A Operação SP Sem Fogo utiliza a chamada Muralha do Fogo, sistema que integra câmeras rodoviárias ao centro estadual de controle para facilitar a identificação de ocorrências. A estrutura também reúne monitoramento por satélite, drones com câmeras termais e ferramentas de inteligência artificial.

Entre os recursos anunciados estão 100 caminhões-pipa, veículos, equipamentos manuais e 243 brigadistas temporários. A Fundação Florestal recebeu R$ 19,3 milhões para reforçar o patrulhamento de parques e reservas, além da operação de aeronaves em áreas de difícil acesso.
Para as propriedades rurais, a prevenção reduz riscos de perdas em pastagens, estruturas produtivas, animais e áreas de vegetação. A resposta rápida também pode limitar impactos sobre a disponibilidade de água e a continuidade das atividades agropecuárias.
Cantareira terá análise ampliada
No eixo hídrico, o novo modelo de acompanhamento do Sistema Integrado Metropolitano ampliou para 15 anos a janela de análise do comportamento hidrológico. Eventos como El Niño e La Niña também passaram a integrar a matriz de risco operacional, enquanto o Sistema Cantareira terá sua curva de armazenamento monitorada separadamente. “A metodologia é muito focada em prevenção e contingência”, afirmou a secretária da Semil, Natália Resende.
A Defesa Civil prevê aumento gradual da umidade e das chuvas a partir de agosto, principalmente no sul e no leste paulista. A NOAA informa que o El Niño está ativo e deve continuar se fortalecendo até o fim de 2026.



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