Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27

Restrição a antimicrobianos acelera busca por alternativas na nutrição animal

Fitogênicos e ácidos orgânicos ganham espaço em aves e suínos.

A produção brasileira de proteína animal passa por uma nova etapa de adequação no uso de antimicrobianos como melhoradores de desempenho. Desde abril, a Portaria SDA/Mapa nº 1.617/2026 proíbe a fabricação e a importação de novos lotes de aditivos que contenham cinco princípios ativos classificados como importantes para a medicina humana ou veterinária.

Os estoques produzidos ou importados antes da publicação podem ser comercializados e utilizados até 23 de outubro. A regra atinge especificamente o uso como melhorador de desempenho e não significa o fim dos antimicrobianos destinados ao tratamento veterinário.

Nutrição ganha novas ferramentas

Com a mudança regulatória, estratégias envolvendo fitogênicos, ácidos orgânicos, probióticos, prebióticos e enzimas ganham atenção na produção de aves e suínos. O objetivo é auxiliar no equilíbrio intestinal, aproveitamento dos nutrientes e desempenho dos animais sem depender dos princípios ativos agora restringidos.

Estudos científicos indicam que aditivos fitogênicos podem atuar sobre digestão, microbiota e respostas fisiológicas, embora os resultados variem conforme composição, dosagem, espécie e condições de produção.

Análise laboratorial de microrganismos ilustra o desafio da resistência antimicrobiana e a busca por novas estratégias de saúde intestinal na produção animal. Crédito: Reprodução.

Os ácidos orgânicos também são estudados por seus efeitos sobre o ambiente gastrointestinal, digestibilidade e microbiota. A literatura, porém, mostra que a resposta produtiva depende do tipo de ácido, concentração, forma de administração e condições sanitárias do plantel.

Combinação depende de cada sistema

Para Bruno Faria, gerente de Desenvolvimento de Negócios da ADM e doutor em Zootecnia, a retirada dos melhoradores de desempenho exige uma avaliação mais individualizada das granjas.

“Não existe uma solução única para todos os cenários. É necessário entender o desafio de cada sistema produtivo e combinar tecnologias capazes de atuar sobre diferentes mecanismos”, afirma.

A transição tende, portanto, a ampliar a importância da nutrição de precisão e do manejo sanitário. Em vez da substituição direta de um aditivo por outro, pesquisadores têm avaliado combinações de diferentes estratégias para preservar saúde intestinal e eficiência produtiva. Revisões recentes apontam potencial de fitogênicos, enzimas, probióticos e ácidos orgânicos, mas reforçam que os efeitos não são uniformes entre sistemas.

Você está em
Texto 100%