As exportações brasileiras de milho e soja cresceram de janeiro a julho de 2026, em um cenário de safra estimada em 360,8 milhões de toneladas. Dados do Comex Stat reunidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que os embarques de milho alcançaram 9,83 milhões de toneladas, alta de 10,53% ante igual período de 2025. A soja somou 82,96 milhões de toneladas, avanço de 7,8%.
Mato Grosso foi o principal estado de origem das cargas das duas commodities. Segundo o boletim publicado em 28 de agosto, o tamanho da safra, o avanço da colheita do milho, a demanda interna e as janelas de exportação alteraram a procura por caminhões nos principais corredores do país.
Arco Norte amplia participação
No milho, os portos do Arco Norte concentraram 46,12% dos embarques, ante 35,46% um ano antes. Santos respondeu por 22,27% e Rio Grande, por 14,83%. Na soja, as participações foram de 39,03% no Arco Norte, 35,74% em Santos e 13,09% em Paranaguá.
As exportações de farelo de soja também avançaram, de 13,44 milhões para 15,06 milhões de toneladas. Santos escoou 43,79% desse volume. No sentido oposto, as importações de fertilizantes caíram 7,48%, para 22,4 milhões de toneladas, apesar da aceleração das entradas em julho.

Fretes respondem à oferta
Em Mato Grosso, 18 das 25 rotas pesquisadas ficaram mais baratas frente a junho, com variações entre queda de 11% e alta de 4%. O menor fluxo de soja, a cautela nas vendas de milho, o consumo interno do cereal e a expansão ferroviária reduziram a pressão sobre os fretes, embora as cotações partissem de níveis elevados.
Em Mato Grosso do Sul, houve recuos mensais em diferentes praças, mas 15 das 17 rotas superaram os valores de julho de 2025. O transporte para fábricas de ração, indústrias de bioenergia e cooperativas sustentou a demanda. No Distrito Federal, todas as rotas subiram nas comparações mensal e anual; em 12 meses, as altas variaram de 9% a 32%.
Contrastes entre corredores
Na Bahia, os preços recuaram até 8% no mês. No Piauí, oscilaram entre queda de 12% e alta de 9%, com predomínio de baixas. Goiás também registrou retração na maioria dos trajetos, assim como as rotas paulistas destinadas ao Porto de Santos.
O Paraná destoou desse movimento. Entre Campo Mourão e Paranaguá, o frete aumentou cerca de 40%, de R$ 164 para R$ 230 por tonelada, pressionado pelo avanço do milho segunda safra e pelos embarques de soja.



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