Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Eficiência vira condição de sobrevivência na logística brasileira

Setor de transporte enfrenta pressão por custos, necessidade de digitalização e busca por produtividade em um país ainda fortemente dependente do modal rodoviário.

A logística brasileira entrou em 2026 menos tolerante a desperdícios. Depois de um ciclo prolongado de juros elevados, retração de consumo e aumento no custo do diesel, o setor de transporte rodoviário de cargas passou a operar com margens comprimidas e menor espaço para improviso. O que antes era diferencial competitivo uso de dados, tecnologia embarcada, roteirização inteligente tornou-se requisito básico para permanecer no mercado.

A discussão no setor deixou de ser sobre inovação como tendência e passou a girar em torno de eficiência operacional como questão de sobrevivência. O Brasil segue estruturalmente dependente do transporte rodoviário. Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), cerca de 65% da carga movimentada no país utiliza o modal rodoviário, o que amplia a exposição do setor a oscilações no preço do combustível, pedágios, manutenção e crédito.

Com custos elevados e demanda ainda em recuperação, transportadoras passaram a buscar ganhos internos. Redução de quilômetros rodados vazios, melhor planejamento de rotas e uso mais estratégico de dados operacionais deixaram de ser projetos de médio prazo para se tornarem decisões imediatas.

“A eficiência deixou de ser uma meta aspiracional. Hoje ela é uma necessidade. Quem não mede, não ajusta. E quem não ajusta, perde margem”, afirma Célio Martins, gerente de novos negócios do Transvias.

A digitalização da logística brasileira também ganhou ritmo nos últimos anos. Ferramentas de cotação online, plataformas de consulta de frete e sistemas de gestão integrados vêm substituindo processos manuais e descentralizados. Ainda assim, o nível de maturidade tecnológica varia entre regiões e portes de empresas.

“O que vemos na prática é que empresas que usam dados para planejar rotas e negociar fretes conseguem tomar decisões com mais previsibilidade. Isso reduz risco e evita custos desnecessário”, diz Martins.

Outro tema que deve ganhar destaque é a multimodalidade. Embora o rodoviário siga predominante, cresce o debate sobre maior integração com ferrovias e hidrovias especialmente em rotas de longa distância e no transporte de commodities.

O desafio, contudo, é estrutural. O Brasil ainda enfrenta gargalos logísticos históricos, como infraestrutura insuficiente, concentração de fluxos em grandes eixos e baixa integração entre modais.

Além disso, a interiorização da economia vem redesenhando a malha logística. Cidades médias têm registrado crescimento populacional e expansão industrial, exigindo novos arranjos de distribuição e redespacho.

“O Brasil real não está apenas nos grandes centros. O aumento de consultas fora das capitais mostra que a logística está se reorganizando. Isso exige planejamento mais inteligente e uso intensivo de dados”, afirma Martins.

Se a década passada foi marcada por expansão e aumento de frota, 2026 começa sob o signo da produtividade. O debate agora não é sobre crescer a qualquer custo, mas sobre operar melhor.

O setor de transporte, que tradicionalmente reage primeiro às mudanças econômicas, agora também antecipa um novo paradigma: sobreviver dependerá menos do tamanho da frota e mais da capacidade de gerir informação.

Fonte: Transvias, adaptado pela equipe da Feed&Food.

LEIA TAMBÉM:

Primeiro dia do Encontro da Abraves-PR destaca desafios sanitários na suinocultura

Micoxotinas e Inteligência Artificial: novas análises são apresentadas durante Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos

Exportações brasileiras de ovos crescem e somam 2,9 mil toneladas em fevereiro

Você está em
Texto 100%