O Brasil opera uma das cadeias logísticas mais complexas do mundo. Com dimensões continentais e uma produção agrícola e agropecuária distribuída em diferentes regiões, o país construiu, ao longo dos anos, um modelo fortemente baseado no transporte rodoviário uma característica estrutural que, no curto prazo, não deve ser substituída, mas sim aprimorada.
Mais do que uma limitação, esse cenário tem impulsionado a evolução da eficiência operacional como principal alavanca de competitividade. Para Mauricio Motta, CEO da AGV, o avanço da logística brasileira passa menos pela substituição de modais e mais pela capacidade de operar melhor, com inteligência, controle e integração ao longo de toda a cadeia.
Embora o desenvolvimento de uma matriz multimodal seja relevante no futuro, ainda existem desafios importantes para a integração entre ferrovias e hidrovias. Esse avanço exigirá planejamento de longo prazo, investimentos robustos e maior sinergia entre setores público e privado. O caminho mais razoável seria priorizar projetos estruturantes, como corredores logísticos integrados que conectem áreas produtoras diretamente a portos por meio de ferrovias e armazéns estrategicamente localizados. Esses corredores podem reduzir o tempo de transporte e evitar gargalos, especialmente em períodos de safra.
Contudo, no transporte de produtos sensíveis e altamente regulados, como os medicamentos e vacinas de saúde animal, a movimentação entre múltiplos modais pode aumentar o risco operacional, devido ao maior manuseio de produtos e à complexidade na manutenção de padrões de qualidade e rastreabilidade.
Leia a matéria completa na edição 229 da revista Feed&Food

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