A sustentabilidade na produção agropecuária tem sido um tema central nas políticas agrícolas, especialmente diante da necessidade de conciliar crescimento econômico e preservação ambiental.
Segundo trabalhos apresentados pela Embrapa Agroenergia, a adoção de práticas sustentáveis na agropecuária está diretamente ligada à existência de políticas públicas capazes de incentivar o uso de soluções ambientalmente responsáveis. Especialistas apontam que esse avanço depende de uma estrutura que diferencie, de forma justa, as obrigações mínimas exigidas dos produtores dos esforços adicionais voltados à sustentabilidade.
No Brasil, no entanto, a falta de recursos destinados à promoção ambiental e os entraves regulatórios ainda representam obstáculos significativos. Essas dificuldades limitam o acesso dos produtores rurais a programas de incentivo, afetando principalmente os pequenos agricultores. Sem apoio financeiro e institucional adequado, muitos acabam impossibilitados de implementar práticas sustentáveis que poderiam melhorar a eficiência produtiva e reduzir impactos ambientais.
Segundo o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, a ruptura acontece na mentalidade sobre o que é “resíduo”. No modelo linear antigo, a lógica era extrair, produzir e descartar. “Na economia circular no agronegócio, como por exemplo, na avicultura, isso significava criar o frango e tratar os dejetos apenas como um problema sanitário a ser eliminado. A economia circular transforma essa linha reta em um ciclo regenerativo”, explica. “Na prática de hoje, a granja deixa de ser apenas uma produtora de carne e passa a ser uma unidade de bioenergia e fertilizante. O que antes era “lixo” (como a cama de aviário e resíduos de abatedouro) agora é insumo nobre. A circularidade integra a avicultura à agricultura: o dejeto vira fertilizante organomineral de alta precisão para a lavoura de grãos, que por sua vez alimenta as aves, ou é convertido em biogás para gerar a própria eletricidade da granja. O ciclo se fecha dentro da porteira, eliminando desperdícios”, aponta.
Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

LEIA TAMBÉM
FNDS Collab discute mercado, consumo e oportunidades para a suinocultura
Rio Grande do Sul projeta maior delegação no Mundial Brangus 2026





