Entre o final do verão e o início do outono, produtores de suínos em diferentes regiões do Brasil observam uma queda na taxa de partos, um aumento nos retornos ao cio e uma redução no tamanho das leitegadas das matrizes. Esse fenômeno, conhecido como infertilidade sazonal, ocorre quando a temperatura e o fotoperíodo deixam de atender às exigências fisiológicas das matrizes, interrompendo o ciclo reprodutivo, a expressão do estro e a manutenção da gestação (Auvigne et al., 2010). Embora o problema seja amplamente reconhecido, pouco tem sido feito para mitigar essas perdas, devido ao uso insuficiente de ferramentas de monitoramento, como sistemas de controle ambiental e tecnologias para a detecção precoce de mudanças fisiológicas e comportamentais nas matrizes.
Por que ocorrem as mudanças sazonais?
Javalis, animais ancestrais dos suínos domésticos, são animais de reprodução sazonal. Mesmo após a domesticação, os suínos modernos ainda mantêm traços desse padrão comportamental, exibindo um ritmo circanual endógeno que concentra a atividade reprodutiva em estações com dias mais curtos. A fisiologia das matrizes atuais ainda apresenta forte sensibilidade às variações naturais de luz e temperatura (Peltoniemi et al., 2000). Consequentemente, em sistemas intensivos de produção, essas matrizes apresentam desempenho reprodutivo prejudicado quando expostas a baixos níveis de luminosidade e altas temperaturas.
Embora os programas de melhoramento priorizem a seleção de fêmeas com maior resiliência e capacidade de manter alto desempenho reprodutivo diante de flutuações sazonais e outras adversidades do plantel, o controle das condições climáticas no ambiente de reprodução ainda permanece como um fator-chave para a produtividade animal.
Leia a matéria completa na edição 225 da revista Feed&Food

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