Por Marcelo Macaus
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Nesta quinta-feira, 24 de julho, o Brasil celebra o Dia do Suinocultor, data instituída pela Lei Ordinária 12.635/2012 para reconhecer a relevância social e econômica de uma das mais dinâmicas atividades do agronegócio nacional. Mais do que uma homenagem, a ocasião convida à reflexão sobre a trajetória, os desafios e as perspectivas de um setor que emprega milhares de pessoas, abastece o mercado interno e exporta para mais de 90 países.
Com um rebanho tecnificado, genética de ponta e um sistema produtivo cada vez mais sustentável, o país se consolidou como quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína, com produção superior a cinco milhões de toneladas por ano e exportações que ultrapassaram 1,2 milhão de toneladas em 2023, segundo dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para Marcelo Lopes, presidente da ABCS, a data também é uma oportunidade de valorizar os profissionais que fazem a suinocultura avançar, mesmo diante de instabilidades econômicas e desafios sanitários. “O produtor brasileiro tem mostrado uma enorme capacidade de adaptação e a cadeia tem evoluído em biosseguridade, inovação e comunicação com o consumidor”, ressalta.
Em 2025, a celebração do Dia do Suinocultor ganha um peso simbólico extra: os 70 anos da ABCS, entidade que nasceu no interior do Rio Grande do Sul com a missão de profissionalizar uma suinocultura ainda rudimentar. Ao longo de sete décadas, a associação ajudou a transformar um modelo de subsistência em uma cadeia globalmente competitiva, com destaque para a erradicação da peste suína clássica em diversos estados e o crescimento do consumo interno – saltou 30% em dez anos, chegando perto dos 20 quilos per capita.

Apesar do avanço, ainda há espaço para melhorias. “Precisamos fortalecer políticas públicas que deem mais previsibilidade ao produtor, comunicar melhor os benefícios da carne suína e ampliar sua inserção em novos canais, como o foodservice”, aponta Marcelo Lopes. A meta é tornar a proteína ainda mais presente no dia a dia do consumidor brasileiro, reforçando atributos como saudabilidade, sabor e sustentabilidade.
A construção desse futuro será o foco do Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (SNDS), promovido pela ABCS de 3 a 5 de setembro, no Vale dos Vinhedos (RS). O evento, que também celebra os 70 anos da entidade, reunirá mais de 300 líderes do setor em debates sobre temas estratégicos como inteligência artificial, geopolítica, consumo, sustentabilidade e transformação digital.
“O SNDS é um espaço para conectar a cadeia e pensar o amanhã da suinocultura brasileira. Teremos palestrantes nacionais e internacionais, networking qualificado e momentos de celebração da nossa história e identidade”, antecipa o presidente da ABCS.
No Dia do Suinocultor, a mensagem que fica é clara: a suinocultura brasileira é fruto de muito trabalho, resiliência e visão de futuro. E com união, inovação e diálogo com a sociedade, o setor seguirá crescendo de forma sustentável e estratégica, levando qualidade à mesa dos brasileiros e reconhecimento ao país no cenário global.
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