Camila Santos, de Gramado (RS)
Durante o painel “Perspectivas, Desafios e Inovação do Mundo do Ovo”, realizado na sessão Work, Technics e Business da quinta edição da Conbrasul, a coordenadora do Programa de Sanidade Avícola do Rio Grande do Sul, Dra. Ananda Paula Kowalski, apresentou um panorama sobre as estratégias de contenção da influenza aviária no estado. A médica veterinária detalhou o trabalho preventivo e emergencial desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS) em articulação com o Ministério da Agricultura e o setor produtivo.
Segundo Amanda, o vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) já circula de forma endêmica na fauna silvestre em diversos continentes, inclusive na América do Sul. No Brasil, sua presença em aves silvestres tem sido monitorada de forma contínua há dois anos. A primeira detecção em vida livre no estado ocorreu em Taim, e desde então, o Serviço Veterinário Oficial tem realizado ações de vigilância, treinamentos e simulações para preparar-se diante da possibilidade de um foco em produção comercial.
Essa estrutura foi fundamental para a resposta rápida ao caso confirmado no município de Montenegro, no dia 15 de maio. A coordenadora ressaltou que a pronta resposta depende de detecção precoce e do engajamento de toda a cadeia produtiva, incluindo o setor privado, que vem revisando seus planos de contingência. A criação de grupos especiais de atenção e a capacitação técnica de profissionais em regiões sem atividade agropecuária foram medidas estratégicas para manter o atendimento regular em áreas produtoras e, simultaneamente, estar preparado para emergências.

Ela destacou ainda que, embora o plano de contingência não preveja ações específicas para fauna silvestre, a equipe da SEAPI enxergou nas ocorrências anteriores uma oportunidade de treinamento em campo. A experiência adquirida nesse processo foi determinante para que o caso em granja comercial fosse enfrentado com tranquilidade e eficácia. “Precisamos estar preparados para o pior, esperando o melhor. A influenza chegou e será preciso conviver com essa ameaça da melhor forma possível”, informa.
LEIA TAMBÉM:
Contém Ovo aposta em fast-food saudável com protagonismo do ovo
Promoção do consumo de ovos passa por ações técnicas e institucionais no RS
Brasil tem potencial para ampliar exportação de ovos, afirma Ricardo Santin na Conbrasul Ovos 2025




