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Com fim do vazio sanitário, avicultura gaúcha intensifica pressão pela retomada das exportações

Setor cobra agilidade do governo brasileiro para reabrir mercados como China, Chile e México, que mantêm embargos mesmo após recuperação do status sanitário

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Com o encerramento oficial do vazio sanitário imposto após o surto de Doença de Newcastle, a avicultura do Rio Grande do Sul reforça a cobrança por ações rápidas do governo brasileiro para reabrir mercados estratégicos como China, Chile e México. Apesar de o Brasil ter recuperado o status sanitário livre da enfermidade desde outubro de 2024, os embargos desses países seguem vigentes.

Desde janeiro, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav/Sipargs) tem enviado ofícios ao Ministério da Agricultura (Mapa) e ao Itamaraty, destacando a urgência na retomada das exportações. Para o presidente-executivo da entidade, José Eduardo dos Santos, a situação já ultrapassa os limites aceitáveis.

“Enquanto mercados como Rússia, África do Sul e Peru já retomaram as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, seguimos aguardando posicionamento de países com grande representatividade nas nossas exportações”, afirma o executivo.

“Enquanto mercados como Rússia, África do Sul e Peru já retomaram as compras de carne de frango do Rio Grande do Sul, seguimos aguardando posicionamento de países com grande representatividade nas nossas exportações” – José Eduardo dos Santos, presidente da Asgav

Reação positiva em 2025

Mesmo diante das dificuldades, os números dos primeiros meses de 2025 indicam sinais de recuperação. No primeiro trimestre, as exportações gaúchas de carne de frango cresceram 13%, atingindo 191,3 mil toneladas, com receita de US$ 340,9 milhões – alta de 12,5% frente ao mesmo período de 2024.

O mês de março foi o destaque, com aumento de 11,4% no volume exportado.

Mobilização política e diplomática

A Asgav segue articulando ações com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, a Secretaria de Relações Internacionais e com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reforçando a necessidade de pressões diplomáticas para acelerar o processo de liberação.

Além disso, a entidade tem promovido encontros com autoridades estaduais, como a Secretaria da Agricultura do RS (Seapi), e representantes do setor privado.

“O fim do vazio sanitário e a superação da questão sanitária devem agora refletir na reabertura comercial. Nosso setor precisa recuperar sua plena capacidade exportadora”, reforça Santos

Atualmente, a avicultura gaúcha envolve mais de 7.300 produtores integrados e cerca de 300 avicultores de ovos, com atividades distribuídas em 260 municípios. O Estado é um dos principais polos de produção de carne de frango do país.

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