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CBA 2025 discute agroalianças, COP30 e estratégias para ampliar protagonismo do agro brasileiro

Evento reúne lideranças políticas e empresariais para debater parcerias internacionais, competitividade e inserção global do agronegócio
Por Marcelo Macaus
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O 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e pela B3, reuniu em São Paulo, autoridades e executivos para discutir os desafios e oportunidades do Brasil no mercado internacional. As discussões giraram em torno das agroalianças estratégicas, da preparação para a COP30 e da necessidade de ampliar a competitividade do setor.

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Na palestra inaugural “Agroalianças e o Futuro”, o embaixador Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC entre 2013 e 2020 e consultor da ABAG, defendeu que o Brasil mantenha flexibilidade nas relações comerciais e evite alinhamentos exclusivos. Ele destacou que a iniciativa privada deve criar canais próprios de relacionamento para ampliar a presença no exterior e que parcerias entre países, empresas e setores produtivos são essenciais para fortalecer a posição brasileira em segurança alimentar e energética.

Na abertura, o presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, avaliou que o cenário global vive enfraquecimento do multilateralismo e avanço do protecionismo. Ele defendeu alianças estratégicas e apresentou o documento “Agronegócio frente às Mudanças Climáticas”, posicionamento oficial do setor para a COP30. O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, destacou o papel do mercado de capitais no financiamento do agro, citando R$ 588 bilhões em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e crescimento de 32% nas Cédulas de Produto Rural (CPR) em 2024.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ressaltou que 40% das exportações do estado vêm do agro, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, informou que, em 2024, o setor superou a mineração em valor exportado. A ApexBrasil anunciou a abertura de um escritório em Washington para reforçar a defesa dos interesses comerciais brasileiros.

No painel “Alimentos, Energia e Inovação”, Marcio Santos, CEO da Bayer Brasil, afirmou que a COP30 será oportunidade para reposicionar o país e ampliar parcerias, mas alertou para a falta de ambiente institucional para garantir competitividade. Alfredo Miguel, diretor Latam da John Deere, defendeu um plano de curto e médio prazo do governo e ajustes no setor privado para manter o desempenho no comércio global.

Evento discute temas como abertura de mercados, agregação de valor aos produtos e desafios geopolíticos e econômicos que afetam a competitividade do agro brasileiro (Foto: Divulgação)

Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, apontou a diversificação e a inovação como caminhos para resiliência e sugeriu a criação de uma agência de comércio exterior para projetar internacionalmente a tecnologia e os métodos produtivos brasileiros. Larissa Wachholz, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), chamou atenção para a busca da China por novos fornecedores e defendeu postura pragmática nas parcerias e ampliação de mercados.

O evento contou ainda com a participação de representantes do Ministério da Agricultura, da Frente Parlamentar da Agropecuária e de entidades setoriais, que discutiram temas como abertura de mercados, agregação de valor aos produtos e desafios geopolíticos e econômicos que afetam a competitividade do agro brasileiro.

Fonte: Mecânica Comunicação Estratégica, adaptado pela equipe FeedFood

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