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Carnes impulsionam exportações do agro paulista no primeiro trimestre de 2025

Com alta de 25%, setor de proteína animal representou quase 14% das vendas externas do agronegócio de São Paulo

O agronegócio paulista fechou o primeiro trimestre de 2025 com superávit de US$ 4,9 bilhões, mantendo protagonismo nas exportações do país mesmo diante de um cenário de retração. As vendas externas totalizaram US$ 6,4 bilhões, e as importações somaram US$ 1,5 bilhão. Dentro desse resultado, o setor de carnes se destacou com crescimento de 25% nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 887,91 milhões e respondendo por 13,9% da pauta agroexportadora estadual.

A carne bovina liderou o desempenho entre as proteínas, representando 82,5% do volume exportado pelo segmento de carnes. A análise, realizada pela equipe da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e pesquisadores da Apta e do IEA, destaca ainda o crescimento nas vendas de proteínas para mercados estratégicos como Estados Unidos e União Europeia, que registraram altas de 27,7% e 34,4%, respectivamente. Para a China, embora tenha havido retração de 12,6%, o país segue como o principal destino, absorvendo 28% das exportações de carnes de São Paulo.

O desempenho da proteína animal paulista foi acompanhado por altas também nos grupos de café (+67,2%), sucos (+37,5%) e produtos florestais (+6,0%). O agronegócio paulista respondeu por 41,7% das exportações totais do estado no primeiro trimestre, e manteve participação de 16,9% nas exportações do agro nacional, liderando o ranking brasileiro, à frente de Mato Grosso e Minas Gerais.

Foto: reprodução
Carne bovina liderou o desempenho entre as proteínas, representando 82,5% do volume exportado (Foto: Reprodução)

O setor de carnes reforça sua importância como vetor econômico para o estado e o país. A valorização das exportações de proteína animal confirma a robustez da cadeia produtiva e a capacidade de atender à demanda global com eficiência e qualidade, mesmo diante de oscilações nos demais segmentos do agronegócio.

Fonte: APTA, adaptado pela equipe FeedFood.

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