O Brasil registrou superávit comercial de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto de 2026, segundo dados divulgados na segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, as exportações somaram US$ 8,1 bilhões e as importações, US$ 5,985 bilhões.
Com o resultado, o saldo positivo acumulado no mês chegou a US$ 5,109 bilhões. As vendas externas totalizaram US$ 24,143 bilhões, ante US$ 19,034 bilhões em compras, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 43,176 bilhões.
Na comparação entre a média diária até a terceira semana de agosto de 2026 e a média de agosto de 2025, as exportações cresceram 14,3% e as importações avançaram 13%. A agropecuária ampliou as vendas externas em 9,8%, e a indústria de transformação, em 6,6%.

Aves impulsionam indústria de transformação
Na indústria de transformação, as exportações de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, avançaram 44,1%. O grupo acrescentou US$ 13,75 milhões à média diária exportada e figurou entre os principais vetores de crescimento do setor.
Animais vivos e alimentação animal avançam
Também na transformação, farelos de soja e outros alimentos para animais registraram alta de 38,9%, com acréscimo de US$ 12,86 milhões na média diária. Na agropecuária, os embarques de animais vivos, excluídos pescados e crustáceos, aumentaram 141,9%, adicionando US$ 6,47 milhões.
No fluxo inverso, a importação de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado cresceu 54,4%, com incremento de US$ 1,35 milhão na média diária.
Superávit anual supera US$ 54 bilhões
De janeiro até a terceira semana de agosto, o Brasil acumulou US$ 242,695 bilhões em exportações e US$ 188,546 bilhões em importações. O superávit chegou a US$ 54,148 bilhões. Os números são preliminares e serão substituídos pelos dados mensais consolidados.



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