Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Carnes bovina e suína recuam no atacado em julho, enquanto frango ganha espaço com demanda aquecida

Cepea aponta consumo doméstico moderado na primeira quinzena do mês e destaca que proteína de frango segue mais competitiva para o consumidor.

Foto: reprodução
Foto: reprodução

Os preços das carnes bovina e suína apresentaram queda no mercado atacadista da Grande São Paulo na primeira quinzena de julho, enquanto a carne de frango resfriada seguiu trajetória oposta e registrou valorização no período. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que atribui o movimento ao comportamento do consumo doméstico e às diferentes dinâmicas de oferta e demanda entre as proteínas.

Segundo o Cepea, a retração nas cotações da carne bovina e da suína reflete o ritmo moderado das compras no mercado interno, cenário típico da primeira metade do mês, quando a reposição de estoques pelo atacado costuma ocorrer de forma mais cautelosa.

No segmento bovino, além da queda no preço da arroba, a dificuldade em repassar reajustes ao varejo continua limitando as negociações. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados para abate e o bom desempenho das exportações ajudam a evitar recuos mais expressivos nos preços da carne.

Na suinocultura, embora as exportações permaneçam aquecidas, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém pressão sobre as cotações no mercado interno.

Para a segunda metade de julho, o comportamento do mercado dependerá principalmente da evolução do consumo doméstico e da disponibilidade de animais para abate, especialmente na pecuária de corte.

Frango se beneficia da substituição entre proteínas

Em sentido contrário, a carne de frango segue sustentada pela preferência do consumidor em busca de opções mais acessíveis. De acordo com os pesquisadores do Cepea, a competitividade do frango em relação às demais proteínas favorece o movimento de substituição nas compras, mantendo a demanda firme e dando suporte aos preços no atacado.

Perspectivas para a segunda quinzena

Para a segunda metade de julho, o comportamento do mercado dependerá principalmente da evolução do consumo doméstico e da disponibilidade de animais para abate, especialmente na pecuária de corte.

Na avaliação do Cepea, caso a demanda interna não apresente recuperação consistente, as carnes bovina e suína devem continuar enfrentando pressão sobre os preços. Já o mercado de frango tende a permanecer sustentado, desde que a procura continue aquecida, impulsionada pelo diferencial de preços em relação às demais proteínas.

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