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Carne suína brasileira tem maior volume embarcado para maio

Exportações somaram 127,9 mil toneladas no mês, com avanço anual de 8,8%, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea

As exportações brasileiras de carne suína in natura e processada alcançaram em maio o maior volume já registrado para o mês, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho confirma o bom ritmo dos embarques em 2026.

Ao todo, o Brasil exportou 127,9 mil toneladas de carne suína em maio. O volume ficou 7,5% abaixo do registrado em abril, mas superou em 8,8% o resultado observado em maio do ano passado.

Indicador do suíno vivo Cepea/Esalq mostra pressão nas cotações em junho, com São Paulo a R$ 5,23/kg e queda mensal de 1,32% em 10 de junho. Crédito: Reprodução

Vendas externas seguem como apoio ao setor

Para suinocultores, agroindústrias e exportadores, o avanço anual dos embarques é relevante porque ajuda no escoamento da produção nacional. Em um cenário de pressão sobre os preços internos e demanda doméstica mais limitada, o mercado externo tem papel importante para reduzir excedentes e dar sustentação à cadeia.

O Cepea destaca que as exportações de carne suína têm se mantido em bom ritmo ao longo de 2026. Mesmo com recuos mensais em alguns períodos, os resultados seguem positivos na comparação com o ano anterior.

Esse comportamento mostra que o setor continua ampliando sua presença internacional, especialmente em um período do ano que costuma registrar menor demanda externa. Tradicionalmente, o primeiro semestre tende a ser mais desafiador para os embarques, o que reforça a importância do desempenho observado em maio.

Preço da carcaça suína especial ficou em R$ 8,57/kg em 10 de junho, com estabilidade no dia e queda de 0,70% no mês. Crédito: Reprodução

Ritmo externo ajuda no equilíbrio da oferta

A manutenção das vendas ao exterior contribui para equilibrar a oferta de carne suína no mercado brasileiro. Quando os embarques avançam, parte da produção deixa de pressionar o consumo interno, o que pode ajudar a reduzir impactos negativos sobre as cotações.

Ainda assim, o recuo de 7,5% frente a abril mostra que o mercado externo segue sujeito a oscilações mensais. Por isso, o acompanhamento dos destinos compradores, do câmbio, da demanda internacional e da competitividade da carne brasileira continua sendo essencial para o setor.

Para os próximos meses, o comportamento das exportações deve seguir no radar da suinocultura nacional. O ritmo dos embarques será um dos fatores importantes para avaliar margens, planejamento industrial e estratégias de comercialização no segundo semestre.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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