A necessidade de maior controle sobre o uso de antimicrobianos ao longo da vida dos bovinos destinados ao mercado europeu tem levado a cadeia de carne bovina a reforçar protocolos de produção, rastreabilidade e gestão dos animais. Nesse cenário, a Cargill Nutrição e Saúde Animal lançou a linha Probeef Europa, protocolo nutricional sem ionóforos desenvolvido para acompanhar as fases de cria, recria e terminação.
A proposta é oferecer aos produtores uma alternativa nutricional para sistemas que precisam atender requisitos específicos de mercados internacionais, considerando não apenas o desempenho dos animais, mas também o histórico de manejo ao longo da cadeia produtiva. “O Probeef Europa foi pensado para dar ao produtor uma alternativa nutricional completa que atenda às exigências de exportação de carne. A combinação de tecnologias permite trabalhar saúde ruminal, aproveitamento dos nutrientes e desempenho dos animais, considerando as necessidades de cada fase da produção”, afirma Felipe Bortolotto, gerente de Tecnologia para Gado de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.

Linha acompanha ciclo completo
O lançamento amplia uma estratégia que a empresa já desenvolvia desde 2019, quando disponibilizou a linha Probeef Nature, também sem ionóforos, inicialmente com soluções destinadas ao confinamento e à produção a pasto.
Com o Probeef Europa, a Cargill amplia a oferta para as diferentes etapas do ciclo produtivo. O protocolo reúne tecnologias de nutrição e micronutrição, incluindo blends de leveduras, minerais em formas orgânicas e hidroximinerais e óleos essenciais.
Segundo a empresa, os componentes utilizados na formulação atuam por diferentes mecanismos sobre a fermentação ruminal. Entre os efeitos buscados estão a modulação da microbiota do rúmen, a redução da atividade de protozoários e o equilíbrio da concentração de propionato.

Histórico do animal ganha peso
Além da composição das dietas e suplementos, a produção destinada ao mercado europeu exige atenção à identificação dos animais, à separação de lotes e ao registro das informações ao longo da cadeia.
A rastreabilidade permite reunir dados sobre o histórico do bovino e comprovar os procedimentos adotados durante sua produção. Para Bortolotto, esse cenário aumenta a necessidade de organização por parte dos produtores. “O produtor passa a ter uma necessidade maior de organização das informações e dos processos. Quando existe um destino específico para aquele animal, os cuidados precisam estar alinhados desde o início para que a produção siga os critérios exigidos até o abate”, afirma.
Exigências ampliam atenção à gestão
A mudança no perfil das exigências dos mercados compradores reforça a importância de integrar nutrição, manejo, identificação dos animais e registros dentro do sistema de produção.
Para a indústria de proteína animal, o desafio passa a envolver não apenas a eficiência produtiva, mas também a capacidade de comprovar, ao longo da cadeia, que os procedimentos adotados estão de acordo com os critérios exigidos pelo mercado de destino.



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