O agronegócio brasileiro vive uma encruzilhada silenciosa. Enquanto a produtividade cresce com base em tecnologia, gestão e inovação, o setor enfrenta uma escassez crescente de um recurso essencial: gente qualificada e disposta a viver o dia a dia do campo. A dificuldade se tornou um dos principais gargalos para propriedades, cooperativas e agroindústrias, do pequeno produtor ao grande grupo corporativo.
Para Simone Goldman, zootecnista e consultora de agronegócios do Sebrae-SP, o fenômeno reflete mudanças profundas no perfil das novas gerações. “Os jovens querem tecnologia, propósito e reconhecimento. Eles têm resistência ao trabalho pesado, mas se engajam quando percebem que há inovação, capacitação e valorização”, ressalta.
Segundo ela, a percepção de que o campo é sinônimo de esforço físico e pouca valorização ainda pesa nas decisões profissionais. “O agro precisa mostrar que é um setor moderno, conectado e com oportunidades de crescimento. A tecnologia é um estímulo poderoso para despertar o interesse da nova geração”, destaca.
Leia a matéria completa na edição 223 da revista Feed&Food.

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