A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentou nesta quarta-feira, em São Paulo na coletiva de imprensa para o encerramento de ano, um panorama otimista para 2026.
Segundo o presidente da entidade Ricardo Santin, a combinação de safra recorde, estabilidade nos preços e continuidade do crescimento internacional deve manter todos os segmentos em trajetória positiva.”O Brasil segue entre os líderes globais na produção e exportação de carnes”, destacou Santin.
No setor de suínos, a ABPA apresentou o avanço consistente em 2025 e a expectativa de continuidade desse ritmo no próximo ano. “A produção atual cresce 4,6% e deve fechar o ano em torno de 5,550 milhões de toneladas, com estimativa de subir para 5,700 milhões em 2026. As exportações também seguem fortes: 1,490 milhão de toneladas em 2025, com projeção de aumento para 1,550 milhão no próximo ano”, apresentou Ricardo Santin.
Segundo ele, o Brasil permanece entre os três maiores exportadores do mundo, representando quase 15% da carne suína global.
O desempenho do frango também chamou atenção. “Mesmo com leve queda de 0,1% entre janeiro e outubro, a atividade deve encerrar 2025 com resultado positivo e crescer 2% na produção total, alcançando 15,300 milhões de toneladas”, destacou o presidente da ABPA.
Em dados apresentado à imprensa, as exportações de carne de frango somaram 5,320 milhões de toneladas e devem avançar 3,5% em 2026. O mercado árabe segue como principal destino da proteína, enquanto os Estados Unidos têm elevado o consumo interno, o que pode gerar novas oportunidades ao Brasil.

A ABPA ainda reforçou que a carne de frango continuará como a proteína mais consumida pelos brasileiros, e que a valorização deve se manter estável no próximo ano. “O setor também enfrenta desafios logísticos, com atraso de quatro gerações de navios e limitações em 70% dos portos, o que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura”, explicou Santin.
No campo sanitário, a entidade ressaltou os avanços da regionalização e os protocolos de prevenção. O Brasil registrou 185 casos de influenza aviária em dois anos e mantém monitoramento constante para evitar impactos na produção e nas exportações.
O setor de ovos também apresentou números relevantes. A produção chega a 62 bilhões de unidades por ano, o equivalente a 169 milhões de ovos por dia. “O mercado interno chegou a crescer 7,9% neste ano e a tendencia é que em 2026 os números permaneçam em alta, já no âmbito das exportações houve um crescimento significativo para o setor de 116%, os casos de influenza aviária em 74 países fizeram com que as exportações crescessem e a perspectiva é de um crescimento de 12% no próximo ano”, destacou Santin.
Segundo ele, o Brasil tem capacidade de vender de 3 a 5 mil toneladas por mês para o mercado americano.
“As condições para 2026 são reforçadas pela oferta recorde de grãos. A soja atingiu safra histórica e o milho supera 140 milhões de toneladas, garantindo abastecimento para todos os segmentos, desde consumo humano até produção de etanol”, pontuou.
Para Santin, essa estrutura sustentará o desempenho interno e o avanço nas exportações.
A ABPA avaliou ainda que o acordo Mercosul–União Europeia pode ampliar as vendas para o bloco, hoje responsável por 4% das exportações brasileiras, com destaque para o peito de frango. Já sobre a China, a entidade afirmou que o país aumentou sua produção, mas o Brasil continuará complementando a demanda. Em carnes menores, como a de peru, a expectativa também é de crescimento em 2026.
Fonte: ABPA, adptado pela equipe Feed&Food
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