Enquanto o Brasil era aplaudido, em maio, em Paris, pelo reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação, parte das nossas exportações de aves enfrentava restrições em mercados estratégicos devido a um foco isolado de gripe aviária.
O contraste não poderia ser mais emblemático e revelador. De um lado, celebramos um marco histórico: décadas de trabalho conjunto entre governo, setor produtivo e entes federados culminaram na retirada da vacinação contra aftosa, com chancela da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Um feito que posiciona o Brasil entre os países com sistemas de vigilância robustos o suficiente para sustentar tamanha confiança.
Do outro, lidamos com a lembrança incômoda de que, no comércio internacional, reconhecimento técnico não imuniza contra a imprevisibilidade. A simples notificação de um foco, por mais isolado e controlado que seja, pode interromper fluxos comerciais e acionar o alerta em parceiros, independentemente da consistência do sistema de defesa adotado.
Leia o artigo completo na edição 220 da Revista Feed&Food

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