O Brasil vem consolidando seu protagonismo no mercado global de saúde animal, impulsionado tanto pela força do agronegócio quanto pela expansão do segmento de animais de companhia. Segundo dados do Health for Animals, o país movimentou US$ 1,68 bilhão em 2023, o equivalente a 6% do faturamento mundial do setor, estimado em US$ 28 bilhões.
Com esse desempenho, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores mercados globais de saúde animal, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Na América Latina, a liderança é ainda mais expressiva: o país responde por aproximadamente dois terços do faturamento regional, que somou US$ 3,3 bilhões no período.
De acordo com Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), o crescimento da região, de 16,7% em relação a 2022, é puxado principalmente pelo desempenho brasileiro. Segundo ele, a relevância do país no setor está diretamente ligada ao tamanho do seu parque produtivo e à necessidade constante de manter elevados padrões sanitários.
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de proteína animal, com um rebanho bovino estimado em 200 milhões de cabeças, cerca de 45 milhões de suínos e um abate anual próximo de 1,6 bilhão de aves. Esse volume exige investimentos contínuos em sanidade, vacinação, medicamentos e soluções veterinárias para garantir produtividade e acesso aos mercados internacionais.

Além do agro, o mercado de animais de companhia também tem papel cada vez mais relevante nesse avanço. Nos centros urbanos, cães e gatos estão mais presentes na rotina das famílias, o que tem ampliado a demanda por cuidados preventivos, diagnósticos, medicamentos e serviços especializados.
Com uma população estimada em cerca de 140 milhões de pets, o Brasil já figura como o terceiro maior mercado global de animais de companhia, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Esse movimento reforça o peso do segmento pet dentro da indústria de saúde animal e contribui para manter o setor entre os mais dinâmicos da economia.
Para Salani, a saúde animal se tornou uma engrenagem estratégica tanto para o agronegócio quanto para o mercado pet. Segundo ele, os dois segmentos exigem cada vez mais qualidade, inovação e eficiência, o que se reflete na busca por soluções mais modernas e eficazes.
No cenário internacional, o Health for Animals aponta que o mercado global de saúde animal registrou crescimento de 6,7% em 2023, reforçando a tendência de expansão sustentada do setor e o espaço ocupado pelo Brasil nesse contexto.
Fonte: Sindan e Health for Animals, adaptado pela equipe Feed&Food.
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