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Vendas de carne bovina brasileira aos países árabes batem novo recorde em 2025

Receita com o produto cresce 1,91% e alcança US$ 1,79 bilhão, impulsionada por Egito, Arábia Saudita e Argélia

carne bovina

As exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes encerraram 2025 com novo recorde de faturamento, atingindo US$ 1,79 bilhão, alta de 1,91% em relação ao ano anterior. O resultado representa o segundo recorde consecutivo nas vendas do produto ao bloco, segundo dados da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

O crescimento foi sustentado principalmente pelos mercados tradicionais, como Egito, que comprou US$ 375,35 milhões, avanço de 24,53%, e Arábia Saudita, com US$ 333,10 milhões, alta de 29,90%. Outro destaque foi a Argélia, que vem ampliando as aquisições desde 2024 e, em 2025, respondeu por US$ 286,58 milhões, crescimento de 40,56%.

De acordo com a entidade, o desempenho reflete tanto a maior presença dos frigoríficos brasileiros na região quanto o movimento dos países árabes de reforçar estoques de alimentos, diante do risco de desorganização das cadeias globais de suprimento, em meio a tensões comerciais e medidas tarifárias adotadas por grandes economias.

Segundo o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Mohamad Mourad, o Brasil foi beneficiado especialmente na carne bovina por ter maior disponibilidade do produto. Ele destaca que, apesar de o reforço de estoques ter limitado espaço para outros itens da pauta, o desempenho geral segue relevante para os exportadores brasileiros.

carne bovina
Exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes encerraram 2025 com novo recorde de faturamento, atingindo US$ 1,79 bilhão, alta de 1,91% em relação ao ano anterior. Crédito: Reprodução

Considerando todas as mercadorias, as exportações do Brasil para os países árabes somaram US$ 21,34 bilhões em 2025, queda de 9,81% frente a 2024. O recuo é atribuído à desvalorização das commodities e ao impacto da gripe aviária no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre, que afetou as vendas de frango.

A pauta exportadora foi liderada por açúcar, com US$ 4,63 bilhões, frango, com US$ 3,34 bilhões, milho, com US$ 3,07 bilhões, minério de ferro, com US$ 2,65 bilhões, e carne bovina, com US$ 1,79 bilhão. Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Argélia e Iraque foram os principais destinos.

No agronegócio, as exportações totalizaram US$ 15,91 bilhões, o que representou 72,51% de tudo o que o Brasil vendeu à região em 2025. Além da carne bovina, chamaram atenção os embarques de insumos usados na produção de proteínas animais, como o gado vivo para abate, que somou US$ 695,09 milhões, e o milho destinado à alimentação de aves, com US$ 3,07 bilhões.

Apesar dos investimentos dos países árabes para ampliar a produção local de alimentos, a proteína brasileira manteve espaço relevante. A Arábia Saudita, por exemplo, ampliou as compras de frango, enquanto os Emirados Árabes Unidos mantiveram volumes próximos aos do ano anterior, com estabilidade nas aquisições.

Para Mourad, mesmo em um ano desafiador, o comércio entre Brasil e países árabes mostrou resiliência e deve apresentar recuperação em 2026. No último trimestre de 2025, as exportações já registraram crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, sinalizando retomada do ritmo de negócios.

Fonte: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, adaptado pela equipe Feed&Food.

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