O Brasil concluiu negociações que autorizam a exportação de gado vivo e material genético para Ruanda, ampliando a presença da pecuária nacional no mercado africano. A abertura contempla bovinos e búfalos vivos para reprodução, bovinos destinados à engorda e abate, além de embriões e sêmen bovino.
A medida representa mais um avanço na estratégia de expansão internacional do agronegócio brasileiro, com foco em mercados emergentes e regiões com alto potencial de crescimento.
Ruanda passa a integrar a lista de destinos habilitados para produtos pecuários brasileiros, ampliando as possibilidades comerciais para produtores e empresas do setor.
Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 392 milhões em gado vivo e material genético bovino para países africanos, indicando a relevância crescente do continente nas estratégias comerciais da pecuária nacional.

África ganha espaço como mercado estratégico
O avanço das exportações para a África está ligado ao crescimento econômico e à expansão populacional da região, fatores que aumentam a demanda por proteína animal e por tecnologias ligadas à produção pecuária.
Além do fornecimento de animais e genética, a abertura de mercado também pode impulsionar serviços associados, como assistência técnica e transferência de tecnologia.
O movimento reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor global de genética e animais vivos, especialmente em mercados em desenvolvimento que buscam aumentar a produtividade de seus rebanhos.
Com a inclusão de Ruanda, o agronegócio brasileiro soma 552 aberturas de mercado desde o início de 2023, refletindo a intensificação das negociações internacionais.
A expansão das exportações ocorre em um cenário de maior competitividade global, em que acesso a novos mercados se torna fator decisivo para o crescimento do setor.
Fonte: Mapa e MRE, adaptado pela equipe Feed&Food
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