Camila Santos – camila@dc7comunica.com.br

A pecuária de corte brasileira tem avançado de forma significativa nos últimos 20 anos, tendo a sanidade animal e a genética como bases para garantir produtividade, eficiência e sustentabilidade. Entre os marcos desse processo, destaca-se a erradicação da febre aftosa em regiões livres sem vacinação, conquista que projetou o Brasil como um fornecedor confiável no mercado internacional. O controle de doenças como brucelose e tuberculose, somado à consolidação do SISBOV e ao fortalecimento das normas de biosseguridade, também reforçam a confiança na produção nacional.
Apesar dos progressos, os desafios ainda são muitos. A manutenção de áreas livres de aftosa, a resistência antimicrobiana e a adaptação de doenças emergentes continuam na pauta prioritária. A adesão de pequenos e médios produtores às boas práticas sanitárias e de rastreabilidade é um ponto sensível, já que a pressão dos mercados globais por transparência e sustentabilidade se intensifica. Nesse cenário, investir em programas de vacinação, vigilância epidemiológica e capacitação técnica torna-se cada vez mais urgente.
O futuro da saúde animal no Brasil passa pelo uso de biotecnologia, inteligência artificial e integração de dados, aliados a práticas sustentáveis e ao conceito One Health. Para quem está ingressando no setor, atualização constante e visão colaborativa são essenciais, pois a sanidade animal impacta não apenas o rebanho, mas toda a cadeia produtiva e a sociedade.
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