Bovinos de Leite: O conforto término como fator zootécnico
O manejo leiteiro se profissionalizou na ambiência. Paula Kawakami, coordenadora de produtos Syntec, aponta que o setor evoluiu de soluções simples (sombra e ventilação natural) para estruturas planejadas, com sensores e sistemas de resfriamento que combinam ventilação e aspersão.
O controle ambiental (temperatura, umidade e ventilação) é hoje um fator crítico para a sanidade e o desempenho. A integração entre conforto térmico, nutrição e gestão de dados reduz perdas, melhora a reprodução e otimiza os índices zootécnicos. O controle integrado dessas variáreis é essencial para otimizar os índices zootécnicos e garantir bem-estar, uma vez que o estresse térmico é um dos maiores limitadores da produção leiteira em climas tropicais. A redução do estresse término, por exemplo, diminui a necessidade de tratamentos e melhora a eficiência reprodutiva, impactando diretamente a rentabilidade da fazenda.
O futuro do manejo leiteiro será digital, com a consolidação de tecnologias de precisão. O uso de Compost Barns, sombreamento natural e a automação de ventilação e resfriamento prometem ampliar a eficiência energética e a sustentabilidade. O Compost Barn, em particular, é um sistema que proporciona maior conforto e bem-estar às vacas, reduzindo problemas de casco e mastite, e ainda gera um composto orgânico de alto valor. Sensores de ruminação, atividade e temperatura corporal, integrados a softwares de gestão, permitirão o monitoramento individualizado do rebanho, antecipando problemas de saúde e otimizando o momento da inseminação. A gestão de dados se tornará a espinha dorsal da tomada de decisão na fazenda leiteira, permitindo a otimização de rotinas como o momento ideal da ordenha, a detecção precoce de mastite subclínica através da análise de condutividade elétrica do leite e a calibração precisa da dieta via comedouros automatizados. A integração de dados de sensores de ruminação e atividade com o software de gestão da fazenda permite a criação de alertas preditivos para doenças metabólicas e reprodutivas, transformando o manejo em uma ciência de precisão.
Bovinos de Corte: Indicadores de bem-estar como diferencial competitivo
Na pecuária de corte, o bem-estar animal deixou de ser periférico para se tornar um diferencial competitivo. Janaina Braga, doutora em Comportamento e Bem-estar Animal, destaca a mudança de um foco em “produtividade a qualquer custo” para a eficiência baseada em indicadores de bem-estar. “É impossível gerenciar aquilo que não é medido. Por isso, o monitoramento com indicadores confiáveis tornou-se essencial.”
Leia a matéria completa na edição 223 da revista Feed&Food.

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