Biometano, eletrificação, combustíveis renováveis e hidrogênio estão entre as alternativas avaliadas para reduzir a dependência do diesel nas operações agrícolas. O tema foi discutido no painel “O diesel perdeu o reinado? O futuro energético do agro”, realizado em 1º de outubro durante o Automotive Business Experience (ABX26), no São Paulo Expo.
O encontro reuniu representantes das áreas de máquinas agrícolas, motores e veículos fora de estrada para discutir como novas fontes de energia podem avançar sem comprometer produtividade, autonomia e custos operacionais.
Transição não terá solução única
A avaliação apresentada durante o painel é de que a matriz energética do campo tende a se tornar mais diversificada, e não simplesmente substituir o diesel por uma única tecnologia.
Características da propriedade, disponibilidade regional de combustíveis, infraestrutura, intensidade de uso das máquinas e viabilidade econômica devem influenciar a escolha.

Entre os participantes estiveram Fabricio Natal, vice-presidente global de Engenharia da AGCO; Christian Wahnfried, diretor de veículos fora de estrada e geradores da AEA; Mauricio Biadola, diretor de Vendas Off-Highway da Cummins; e Thomas Püschel, vice-presidente da Tupy-MWM.
Custo e infraestrutura entram na conta
Embora novas rotas energéticas avancem, o diesel ainda ocupa posição relevante principalmente pela infraestrutura disponível e pela necessidade de autonomia em operações intensivas.
O biometano surge como alternativa especialmente em regiões onde resíduos agropecuários ou agroindustriais podem ser aproveitados para geração de combustível. Já a eletrificação tende a depender do perfil da operação, da disponibilidade de recarga e da evolução das tecnologias de armazenamento de energia.
Para o setor, a tendência é que motores mais eficientes, biocombustíveis e diferentes níveis de eletrificação convivam durante a transição, com adoção definida principalmente pela relação entre custo, desempenho e disponibilidade energética.



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