Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
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Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
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Bem-estar passa a orientar práticas na criação de camarões

Controle da água, densidade, alimentação, transporte e despesca entram no centro das exigências técnicas e de mercado

A preocupação com o bem-estar de camarões cultivados ganhou espaço nas discussões técnicas e comerciais da aquicultura. O movimento acompanha pesquisas que identificam respostas comportamentais de crustáceos a estímulos nocivos e a inclusão dos decápodes em políticas públicas de proteção animal.

No Reino Unido, a Lei de Senciência Animal de 2022 reconheceu camarões e outros crustáceos decápodes como seres sencientes. A norma aumentou a atenção sobre as condições de criação, transporte e abate, embora ainda existam lacunas regulatórias específicas.

No Brasil, o Manual de Boas Práticas de Manejo e de Biossegurança para a Carcinicultura Brasileira, publicado pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) em 2021, reúne orientações que podem reduzir estressores durante o cultivo e a despesca.

Controle começa no viveiro

A qualidade da água e do solo está entre os principais pontos de controle. Temperatura, oxigênio dissolvido, salinidade, pH e concentração de matéria orgânica devem ser monitorados para evitar condições que comprometam a saúde e a sobrevivência dos camarões.

A alimentação precisa considerar a fase de desenvolvimento, a digestibilidade da ração e sua distribuição nos viveiros. A densidade de estocagem também deve respeitar a capacidade do sistema, a disponibilidade de oxigênio e a estrutura de manejo da propriedade.

Transporte e despesca

Durante amostragens, transferências e transporte, o tempo de manipulação deve ser reduzido. Aclimatação, controle térmico, qualidade da água e equipes treinadas ajudam a diminuir perdas, especialmente durante períodos de muda.

Na despesca, o planejamento deve considerar as condições dos animais, a rapidez da operação e a manutenção da cadeia de frio. Métodos de atordoamento e abate precisam seguir protocolos validados para a espécie, evitando exposição prolongada a condições adversas.

Resultados dependem do manejo

O enriquecimento ambiental, com substratos, abrigos ou ajustes de iluminação, aparece como uma frente de pesquisa, mas exige avaliação para não prejudicar a higiene e a biossegurança. Para o produtor, práticas mais controladas podem contribuir para sobrevivência, uniformidade e previsibilidade, embora os resultados dependam das condições de cada sistema.

Confira a matéria completa na edição 230 da Revista Feed&Food

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