INDICADORES CEPEA
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
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BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
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SUÍNO PR: R$ 6,67
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Artigo: Paraná lança fundo híbrido com foco no pequeno e médio produtor

Com R$ 400 milhões destinados à cadeia avícola da C.Vale, novo modelo de financiamento público-privado promete destravar bilhões em investimentos estruturais, com condições inéditas no campo
Por Marcelo Macaus
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Por: Felipe d’Ávila*

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Durante décadas, o pequeno e médio produtor rural brasileiro enfrentou enormes obstáculos para acessar crédito. Burocracia, processos demorados e estruturas genéricas de avaliação de risco sempre estiveram entre os maiores gargalos do sistema. Em um setor onde o tempo é determinante e o crédito precisa acompanhar o ritmo da produção, esse modelo se tornou insustentável.

É por isso que vemos com tanto entusiasmo o lançamento do novo fundo público-privado no Paraná, que passa a operar neste mês de maio. Trata-se de uma estrutura inovadora de financiamento híbrido (blended finance), que combina capital público e privado para oferecer crédito estruturado, justo e viável para o produtor. O primeiro fundo, já formalizado, soma R$ 400 milhões e será destinado à cadeia de avicultura da C.Vale, uma das maiores cooperativas do Brasil.

Com R$ 80 milhões aportados pelo Governo do Estado do Paraná, R$ 160 milhões da própria C.Vale e o restante investido pelo mercado de capitais, dentro de um modelo que permitirá a concessão de financiamentos com juros em torno de 9% ao ano, prazos de até dez anos e período de carência – condições raramente acessíveis para o produtor rural tradicional.

A estimativa é que, segundo o governo, com a alavancagem proporcionada pelo capital público, esse modelo possa destravar até R$ 14 bilhões em crédito agrícola nos próximos anos, somente no Paraná. E o mais importante: o recurso chega com destino certo, priorizando investimentos estruturais como construção de aviários, modernização de granjas suínas, sistemas de irrigação e aquisição de máquinas agrícolas.

A AgroForte será a responsável por formalizar a liberação desses créditos diretamente com os produtores. Sempre com foco em pequenos e médios, oferecendo uma plataforma digital que simplifica o processo e elimina a necessidade de garantias físicas, com uma análise feita com base em dados reais da produção, histórico operacional e características da propriedade – tudo de forma personalizada e rápida.

Felipe d’Ávila é CEO da AgroForte: empresa atua em diversas cadeias agroindustriais no Brasil e será responsável pela formalização dos créditos do novo fundo lançado no Paraná (Foto: Divulgação)

A agfintech já leva crédito a milhares de produtores integrados a grandes agroindústrias do setor de aves, como Seara, C.Vale, Jaguá Frangos, Vibra, Pluma, Levo, Bello; e no leite, como Lactalis, Vigor, Cemil, Scala e Cativa. Agora, com o fundo paranaense, amplia-se o alcance, ajudando o produtor a investir com segurança e previsibilidade.

Esse movimento marca o início de uma nova etapa no crédito rural brasileiro: mais inteligente, mais próximo do produtor e mais alinhado à dinâmica do agronegócio moderno. O Paraná dá o primeiro passo, mas o caminho está aberto para que esse modelo se expanda por todo o país. Nosso papel é claro: ser a ponte entre o capital e quem faz o agro acontecer. E fazer isso com responsabilidade, transparência e compromisso com quem está na lida todos os dias.

*CEO da AgroForte, agfintech especializada em crédito para pequenos e médios produtores rurais.

Fonte: AgroForte

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