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Mesa de Mercado · CEPEA
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Artigo: Como construir uma trajetória sólida em tempos incertos

Mercado exige mais do que habilidades técnicas: resiliência, autenticidade e boas conexões fazem a diferença

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Por Lívia Neves*

Construir uma carreira sólida em um mercado cada vez mais dinâmico e desafiador exige mais do que domínio técnico. O sucesso está diretamente ligado à capacidade de lidar com conflitos, cultivar redes de apoio diversas e manter a autenticidade frente às pressões do ambiente profissional.

O cotidiano do trabalho impõe desafios que vão desde a insegurança dos primeiros empregos até a convivência com diferentes perfis e tensões internas. Em muitos casos, o comportamento adotado e as relações interpessoais são o que realmente definem as oportunidades de crescimento.

Entre as competências mais valorizadas está a inteligência emocional – a habilidade de reconhecer e gerenciar as próprias emoções, bem como compreender o impacto delas no ambiente ao redor. Conflitos são inevitáveis, mas a forma como se reage a eles pode moldar toda a trajetória profissional.

Refletir antes de reagir, buscar entender a perspectiva do outro e retomar o diálogo em momento mais oportuno são atitudes que demonstram maturidade e aumentam as chances de solução eficaz. Essa postura não significa passividade, mas sim estratégia: evitar embates desnecessários e preservar um ambiente saudável.

Outro pilar fundamental é o poder das conexões. Muitas das melhores oportunidades surgem de indicações e relacionamentos baseados na confiança. Construir uma rede diversificada amplia o alcance das possibilidades e fortalece o posicionamento no mercado.

Ter coragem para pedir ajuda e falar dos próprios sonhos – mesmo com o risco de ouvir um “não” – é uma atitude que diferencia profissionais engajados. Repetir o mesmo discurso para as mesmas pessoas limita as chances de sucesso; por isso, é preciso expandir o diálogo para novos públicos.

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Lívia Neves é consultora de Novos Negócios na Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e mestre em responsabilidade social (Foto: Divulgação)

Além disso, é essencial trabalhar em empresas alinhadas aos próprios valores. Ambientes que não respeitam a essência do profissional tendem a gerar desgaste emocional e impactos negativos na saúde física e mental. Ter clareza sobre isso e dizer “não” a propostas desalinhadas é um ato de autocuidado.

Resiliência também se impõe como qualidade indispensável. Nenhuma carreira está livre de altos e baixos, e as rejeições fazem parte do processo. A forma como se transforma um “não” em motivação é o que define quem segue em frente com consistência.

A insegurança é natural e recorrente em diferentes fases da vida profissional. Aprender a conviver com ela, sem deixar que paralise decisões, fortalece a autoconfiança e favorece escolhas mais conscientes.

Por fim, é fundamental cuidar do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ambientes tóxicos podem levar ao esgotamento e comprometer não apenas o desempenho, mas também a satisfação com a carreira. Respeitar os próprios limites e priorizar o bem-estar são atitudes maduras que sustentam uma trajetória duradoura e saudável.

No fim das contas, não é o currículo que constrói a carreira, mas o conjunto de atitudes, relações e escolhas coerentes. Coragem, autenticidade e conexão são os alicerces de um caminho de realização.

*É consultora de Novos Negócios na Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e mestre em responsabilidade social

Fonte: Attuale Comunicação, adaptado pela equipe FeedFood

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