Os preços do boi gordo mantiveram trajetória de valorização no mercado brasileiro na reta final de fevereiro, sustentados pela oferta limitada de animais prontos para abate e pela demanda consistente, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
O Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ, que reflete a média das negociações realizadas em São Paulo, operou acima de R$ 330,00 em praticamente todo o mês. Até o dia 24, o indicador acumulava avanço de 7,1%, reforçando o cenário de firmeza nas cotações.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a escassez de animais terminados tem sido determinante para a sustentação dos preços. Ao mesmo tempo, o consumo doméstico segue ativo e os embarques internacionais registram desempenho recorde neste início de ano, contribuindo para manter a arroba em patamar elevado.

No mercado de reposição, o bezerro nelore de oito a 12 meses também apresentou valorização. Em Mato Grosso do Sul, a alta chegou a 4,56% na parcial de fevereiro até o dia 24, acompanhando o movimento de firmeza observado na pecuária de corte.
Para as próximas semanas, o mercado deve acompanhar com atenção o ritmo das exportações e a entrada de animais provenientes do confinamento. Esses fatores tendem a influenciar diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda e, consequentemente, o comportamento das cotações.
O período pós-Carnaval e a Quaresma também entram no radar do setor, já que podem impactar o consumo interno de carne bovina e determinar a continuidade do movimento de valorização da arroba no curto prazo.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
LEIA TAMBÉM
Novas tarifas dos EUA geram incerteza para exportações do agro gaúcho
Brasil busca ampliar acesso de proteínas animais ao mercado da Coreia do Sul
Lei antidesmatamento da UE pode atingir até US$ 17,5 bilhões do agro brasileiro




