Os preços da arroba do boi gordo em São Paulo e em importantes estados produtores ficaram mais próximos entre julho de 2025 e a parcial de julho de 2026. A análise, divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em 23 de julho, aponta redução da dispersão regional na maioria das praças acompanhadas.
O movimento foi mais evidente nas regiões Norte e Nordeste. Segundo os pesquisadores, a cotação de cada praça responde a fatores como clima, disponibilidade de animais terminados, extensão das escalas de abate, consumo doméstico e desempenho das exportações de carne bovina in natura.
Convergência tem exceção
Mato Grosso destoou da tendência nacional ao ampliar significativamente a diferença em relação ao mercado paulista. O resultado mostra que a aproximação observada em outras áreas não ocorre de maneira uniforme entre os principais polos produtores.

Para o Cepea, a menor dispersão não significa que o país tenha uma cotação única. A oferta e a demanda de animais para abate continuam determinantes na formação dos preços, com influência das condições específicas de cada região.
Indicador paulista avança no mês
Em 22 de julho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ encerrou a R$ 342,65 por arroba em São Paulo, com estabilidade no dia e alta de 1,86% no mês. Em dólares, o valor correspondeu a US$ 67,78 por arroba.

Na negociação a prazo, a média paulista chegou a R$ 346,81 por arroba na mesma data, avanço diário de 0,06% e mensal de 1,92%. Os números contextualizam a referência de São Paulo, enquanto as demais praças seguem condicionadas aos próprios fundamentos.




