Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
A ciência teve papel central. Estudos sobre aminoácidos digestíveis e o conceito de proteína ideal permitiram reduzir a concentração proteica das dietas sem perda de desempenho, além de diminuir a excreção de nitrogênio. Para espécies como tambaqui e pirarucu, a Embrapa avançou em coeficientes de digestibilidade e na relação proteína:energia, fornecendo bases sólidas para formulações mais precisas.
A substituição da farinha de peixe por fontes vegetais e coprodutos tornou-se desafio e, ao mesmo tempo, oportunidade. O farelo de soja assumiu protagonismo, mas trouxe consigo fatores antinutricionais, como fitatos e inibidores de tripsina. Para contornar limitações, ganharam espaço estratégias como fermentação, uso de aminoácidos cristalinos e inclusão de concentrados proteicos e leveduras. “Não existe ingrediente perfeito, mas sim combinações seguras que conciliam custo, desempenho e sustentabilidade”, discorre Luiz Eduardo Freitas, da Embrapa Cerrados.

A saúde dos peixes também passou a receber atenção especial. Vitaminas C e E, microminerais e beta-glucanos de leveduras consolidaram-se como aditivos com efeitos consistentes na resistência a estresses e doenças. Extratos vegetais, como óleos essenciais, surgiram como alternativas, embora com variabilidade nos resultados devido à falta de padronização.
LEIA TAMBÉM:
Pesquisa avalia bem-estar de bezerras com enriquecimento ambiental
A revolução do Beef on Dairy e os desafios para o Brasil
Saúde intestinal desde o berço garante produtividade ao longo da vida





