O poder de compra do avicultor paulista aumentou em maio, impulsionado pela valorização do frango vivo e pela queda nos preços dos principais insumos utilizados na atividade. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a relação de troca no Estado de São Paulo é a melhor desde dezembro do ano passado.
Até o dia 27 de maio, o preço médio do frango vivo negociado em São Paulo chegou a R$ 5,07/kg, alta de 13,8% em relação a abril. O avanço interrompe uma sequência de seis meses consecutivos de queda nas cotações.
Oferta ajustada sustenta reação
De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização do frango vivo está relacionada ao ajuste nos alojamentos realizado pelo setor após um período de vendas enfraquecidas. A medida buscou adequar a oferta à demanda e contribuiu para dar sustentação aos preços neste mês.
O movimento ocorre em um cenário mais favorável para o produtor, já que milho e soja, principais componentes da ração, apresentaram queda nas cotações. Com isso, a melhora no preço recebido pelo animal vivo foi acompanhada por alívio nos custos de alimentação.

Relação de troca melhora
Considerando os preços médios do frango vivo no Estado de São Paulo e os valores do milho e da soja na região de Campinas (SP), o avicultor paulista conseguiu adquirir 2,95 quilos da oleaginosa com a venda de um quilo de frango vivo em maio.
No caso do milho, a relação também avançou. Com a venda de um quilo de frango vivo, o produtor pôde comprar 4,63 quilos do cereal. As relações representam altas de 15,5% e 17,7%, respectivamente, em comparação com abril.

A melhora no poder de compra é relevante porque a alimentação tem peso central nos custos da avicultura de corte. Quando os preços do frango sobem e os insumos recuam, a margem da atividade tende a encontrar maior sustentação.
Mesmo com o cenário mais positivo em maio, o mercado segue atento ao comportamento da demanda e à manutenção do equilíbrio entre oferta e consumo. A continuidade da recuperação dependerá do ritmo das vendas e da evolução dos custos de produção nas próximas semanas.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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