O mercado do boi gordo registrou ontem, terça-feira (27), um cenário de estabilidade nos preços na maior parte das praças pecuárias do país. A principal exceção foi Mato Grosso do Sul, único estado a apresentar valorização da arroba no período, em um contexto de comportamento misto das escalas de abate entre as regiões.
De modo geral, enquanto algumas praças do Sudeste e do Centro-Oeste apresentaram alongamento das escalas, outras registraram encurtamento, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda de animais prontos para o abate.
Em São Paulo, o preço médio do boi gordo permaneceu estável em R$ 324,11 por arroba. Segundo dados do mercado, a ausência de novos registros de negociação contribuiu para a manutenção dos valores. Já a escala de abate apresentou avanço, alcançando média de 5,87 dias.
O Mato Grosso do Sul foi o destaque do dia, com tendência de alta nos preços. A arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 311,56, com negócios registrados entre R$ 324,15 por arroba. O estado também apresentou aumento na escala de abate, que subiu para 5,22 dias.

Em Goiás, os preços seguiram estáveis, com média de R$ 310,93 por arroba e negociações concentradas em R$ 315,00. Diferentemente de outros estados, a escala de abate no estado recuou, ficando em 4,00 dias.
No Mato Grosso, a arroba manteve-se estável em R$ 300,23, reflexo da ausência de novos registros de preços no período. A escala de abate apresentou tendência de queda, encerrando o dia em 5,75 dias.
Já em Minas Gerais, o mercado também operou com estabilidade, com preço médio de R$ 322,60 por arroba e negócios em torno de R$ 330,00. As escalas de abate permaneceram inalteradas, em média de 5,50 dias.
No Pará, o preço médio do boi gordo seguiu estável em R$ 301,76 por arroba, com negociações concentradas em R$ 305,00. A escala de abate não apresentou variações e manteve-se em 4,75 dias.
O movimento observado indica cautela por parte dos frigoríficos e pecuaristas, com ajustes pontuais nas escalas e preços, enquanto o mercado aguarda novos sinais de demanda e oferta para definir a tendência das próximas semanas.
Fonte: Agrobrazil, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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