O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu na última semana a ampliação do uso de modais alternativos ao transporte rodoviário no Brasil, com destaque para hidrovias e ferrovias. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo Alckmin, apesar de iniciativas recentes voltadas aos caminhoneiros, como a redução das taxas de juros para renovação da frota, o país precisa avançar em uma logística mais diversificada. “Precisamos estimular outros modais. O hidroviário, com o Pedral do Lourenço, na região da usina de Tucuruí, e as ferrovias. Hoje, praticamente toda a produção do Mato Grosso vai de caminhão até o Pará”, afirmou.
O vice-presidente citou como exemplo a BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), classificando o trecho como crítico. “É um caos verdadeiro. É preciso ter a Ferrogrão, que vai pegar toda a produção do Centro-Oeste e levá-la de trem até o porto”, declarou.
Alckmin destacou ainda que, por suas dimensões continentais, o Brasil depende de uma logística eficiente para garantir competitividade. “A logística é fundamental. Como chegamos aos portos? Como atendemos o transporte em todo o território nacional? Hoje, o maior modal do país é o rodoviário”, disse

Na avaliação do vice-presidente, o Ministério dos Transportes tem avançado na recuperação das rodovias, mas a modernização da frota de caminhões também é um ponto central. Ele lembrou o lançamento do programa Move Brasil, voltado à substituição de veículos antigos. “Tínhamos juros entre 22% e 25% para troca de caminhões. Agora, em janeiro, foram reduzidos para 13% a 14%, e a procura tem sido muito boa”, afirmou Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Durante a entrevista, o vice-presidente também demonstrou otimismo em relação ao potencial mineral de Minas Gerais, especialmente no que se refere às terras raras. Segundo ele, o Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais estratégicos, mas ainda precisa investir mais em pesquisas geológicas. “Minas Gerais tem um potencial impressionante, como o próprio nome indica, com nióbio, lítio e outros minerais. Vejo essa área com bastante otimismo”, concluiu.
Fonte: Broadcast, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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