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Acrimat lança oficialmente o Projeto Touro Novo

Anúncio foi feito pelo diretor da entidade para a Região Sul e ex-presidente, Marco Túlio Duarte Soares, neste último dia do Acricorte 2025, em Cuiabá (MT)

Ariosto Mesquita, de Cuiabá (MT), especial para a Feed&Food

Os 105 mil produtores rurais de Mato Grosso (número estimado por organizações da pecuária) agora terão a chance de comprar touros melhoradores de qualidade, pagando menos e de forma parcelada. Pelo menos é o que promete o Projeto Touro Novo, lançado oficialmente nesta sexta-feira (11.07) pela Associação dos Criadores de MT (Acrimat). O anúncio foi feito pelo diretor da entidade para a Região Sul e ex-presidente, Marco Túlio Duarte Soares, neste último dia do Acricorte 2025, em Cuiabá (MT). A iniciativa, segundo ele, visa interromper o que ele considera uma “regressão genética” do rebanho bovino mato-grossense.

“Dados levantados junto aos órgãos competentes do estado nos revelaram que somente 45% das vacas são inseminadas com touros comprovadamente de qualidade. Isso sugere que 55% da nossa atividade de cria está regredindo geneticamente”, revela o diretor. Isso acontece, segundo ele, pela opção de muitos em utilizar animais machos cabeça de boiada, geralmente bovinos esteticamente bonitos, ou seja, uma escolha pelo fenótipo.

Iniciativa visa interromper considera uma “regressão genética” do rebanho bovino mato-grossense.

De acordo com Soares, 85% dos pecuaristas do estado possuem rebanho de até 250 cabeças e esta condição, com renda bastante limitada, estaria, segundo ele, impedindo o investimento em melhores reprodutores. O “Touro Novo” chega, portanto, para oferecer um novo caminho: “Conseguimos uma linha de crédito em que touros poderão ser adquiridos de forma parcelada com até seis anos para pagamento. Esta abertura foi dada pelo Sicredi que colocou seu spread em nível muito baixo”, diz se referindo à diferença da taxa de juros que um banco cobra em empréstimos e a taxa que ele paga para captar recursos.

Francisco Manzi, diretor técnico da Acrimat, observa que o projeto é bom tanto para quem vende quanto para quem compra o touro: “O primeiro vai vender o animal à vista e o criador terá o animal pronto para trabalhar e pagará o empréstimo com produtos, ou seja, algo equivalente a um bezerro/ano, na maioria das vezes”.

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