O mês de março trouxe à tona não apenas a celebração das conquistas das mulheres em diversas áreas, mas também um olhar atento sobre as mudanças no agronegócio e na cadeia de proteína animal. Em especial, a revista Feed&Food preparou conteúdos exclusivas que fizeram parte da nossa história em homenagem às mulheres que estão na vanguarda dessas transformações. Entre elas, destaca-se Andrea Mesquita, CEO do Território da Carne, que compartilhou sua visão sobre as inovações tecnológicas que estão revolucionando o setor de açougues, tornando-os mais eficientes e alinhados com as novas demandas dos consumidores.
O conceito de “Açougue 4.0” está se tornando cada vez mais uma realidade, onde a digitalização e a automação entram para transformar a operação do varejo de carnes. Imagine açougues que utilizam inteligência artificial para prever a demanda, otimizar estoques e até interagir com os clientes por meio de etiquetas eletrônicas que oferecem sugestões personalizadas de produtos. “Soluções relacionadas à coleta e análise de dados dos clientes são fundamentais. Elas ajudam a minimizar erros de precificação e pesagem”, afirma Andrea Mesquita, explicando que essas tecnologias não apenas melhoram a operação interna, mas criam uma experiência única de compra para o consumidor.
A transformação no setor de carnes vai além da simples digitalização. A modernização inclui inovações nos processos de embalagem, como o uso de sacos a vácuo e bandejas com atmosfera modificada, que aumentam o prazo de validade dos produtos. “Essas inovações são apenas o começo. À medida que os açougues se modernizam, surgem outras opções, como pagamento por reconhecimento facial e sistemas de autoatendimento, que tornam o processo ainda mais ágil e eficiente”, compartilha Andrea. O objetivo não é apenas melhorar a qualidade do serviço, mas também oferecer soluções práticas que atendem às expectativas de consumidores cada vez mais exigentes.

Além disso, a otimização do atendimento ao cliente também se reflete em uma nova abordagem para a função do açougueiro. No futuro, o açougueiro será mais do que um simples atendente; ele será um consultor especializado, com habilidades de gestão e monitoramento da qualidade dos produtos. Para Andrea Mesquita, “o açougueiro do futuro é como um chef de cozinha dentro da loja, coordenando toda a operação e garantindo a excelência em cada corte”. Esse novo perfil exige uma equipe bem treinada e motivada, capaz de atender às diversas demandas de consumidores que, em certos momentos, preferem um atendimento mais consultivo e, em outros, buscam agilidade.
Para garantir que essas inovações sejam eficazes, Andrea destaca a importância de um bom sistema de gestão, com tecnologias que possibilitem o rastreamento e controle de validade dos produtos. Em um mercado que exige mais transparência e confiança, os açougues precisam de soluções que atendam não apenas à demanda local, mas também às novas exigências de saúde pública. “Os açougues do futuro precisam operar com responsabilidade, manipulando os alimentos com higiene e respeitando as normas locais. Isso não significa que todos os açougues se tornem ‘butiques’, mas a saúde pública deve ser uma prioridade”, afirma Andrea.
O papel das mulheres como líderes e inovadoras no setor também se destaca nesse cenário de mudanças. Andrea, como uma das figuras centrais do Território da Carne, é um exemplo claro de como as mulheres estão moldando o futuro do agronegócio e da cadeia de proteína animal. “Nossa missão é mostrar que você não está sozinho. Estamos aqui para compartilhar experiências e soluções acessíveis para os empresários do setor”, conclui Andrea. O mês de março, então, não é apenas uma homenagem, mas uma reafirmação do papel essencial das mulheres na transformação do agronegócio brasileiro.
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