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A tecnologia de nutrição animal e seu impacto no mercado global de proteína

Avanços em formulação de rações e eficiência alimentar mudam dinâmica do consumo de grãos e impactam cadeias globais de proteína animal

nutrição animal

Nos últimos anos o crescimento do consumo global de proteína animal esteve diretamente associado à expansão da demanda por grãos, principalmente soja no contexto chinês. Como maior importador mundial do grão, a China consolidou uma lógica relativamente linear: o aumento da produção de carnes, em particular suína e de aves, implicava necessariamente maior volume de soja importada com destaque para a soja de origem brasileira. Essa relação estruturou parte relevante da dinâmica do comércio agrícola internacional.

No entanto, avanços recentes nas tecnologias de nutrição animal vêm alterando de forma estrutural essa equação, introduzindo novos vetores de eficiência produtiva e redefinindo o papel da soja na cadeia global de proteínas.

O principal eixo dessa mudança ocorre no nível da formulação das rações. A China tem implementado uma estratégia deliberada de redução da dependência do farelo de soja nas dietas de suínos e aves, substituindo parcialmente a proteína vegetal por aminoácidos sintéticos e promovendo melhorias contínuas na eficiência zootécnica dos sistemas produtivos.

Esse ajuste não se reflete em redução do consumo final de proteína animal, mas sim na forma como essa proteína é produzida, com maior precisão nutricional, melhor aproveitamento dos insumos e menor uso relativo de grãos por unidade de carne produzida. Esse movimento é sustentado por investimentos crescentes em pesquisa e desenvolvimento conduzidos por universidades e centros de inovação chineses, com foco em proteínas alternativas, nutrição de precisão e eficiência alimentar. Atualmente, a maior parte da soja consumida na China é importada, o que equivale ao uso indireto de milhões de hectares agrícolas fora de seu território.

Leia a matéria completa na edição 228 da revista Feed&Food

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